Dinheiro do Planalto era desviado para dívida de campanha, afirma delator da Acrônimo

As delações insistem em apontar que a corrupção partia de dentro do Palácio do Planalto.


O empresário Benedito Oliveira Neto, o Bené, investigado na Operação Acrônimo da Polícia Federal, disse que serviços realizados pela agência Pepper na eleição de 2010, que não foram quitados na época, foram pagos somente em 2015 através de um contrato do Palácio do Planalto com uma terceira empresa, que repassou os valores para a credora da campanha.

Foi dinheiro da Presidência da República utilizado para quitar caixa dois de campanha, em pleno andamento da Operação Lava Jato e da própria Acrônimo.

Uma clara demonstração de absoluta crença na impunidade.

A ordem para a operação teria partido de Giles Azevedo, homem de confiança da presidente Dilma Rousseff, atualmente conhecido nos meios políticos como ‘assessor para coisas erradas’ (veja aqui). 

A dona da agência beneficiária da operação, Danielle Fonteles, que seria ‘sócia de fato’ da primeira dama de Minas Gerais, Carolina Pimentel, em sua delação já havia denunciado operações semelhantes, com a sua empresa funcionando como fonte repassadora de recursos, apontando também o próprio Giles Azevedo como idealizador do esquema.

Giles tinha acesso direto à presidente. Sempre foi conhecido nos meios políticos como a pessoa que entrava e saia do gabinete presidencial sem pedir licença e agora, nessa fase pós-afastamento, continua em sua assessoria no Palácio Alvorada.

da Redação

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