O “flagrante” da mudança de voto de Toffoli, motivo pelo qual foi delatado por Cabral (veja o vídeo)

16/05/2021 às 10:57 Ler na área do assinante

O delegado Bernardo Guidali pediu a abertura de 20 novos inquéritos, com base em depoimentos e relatórios da Polícia Federal a partir da delação do ex-governador Sergio Cabral Filho.

No topo da lista está o nome do ministro Dias Toffoli, ex presidente do Supremo Tribunal Federal.

O anexo referente a Toffoli foi classificado como “Caso Criminal 20”.

“Em depoimento, Cabral afirma que Toffoli arquivou doze anexos de sua colaboração, em agosto do ano passado, porque ‘tinha interesse na sua autopreservação, tendo em vista que seria implicado’.
Nesse sentido, para a PF, pode-se afirmar, em tese, que o ministro ‘obstruiu 12 investigações criminais na condição de presidente do Supremo Tribunal Federal’, no ano de 2020, ‘ao determinar o arquivamento’ dos inquéritos encaminhados pelo ministro Edson Fachin, pelo fato de ter ‘mantido tratativas espúrias com o colaborador Sergio Cabral e ser implicado criminalmente em anexo da colaboração premiada na condição de membro de grupo criminoso atuante na venda de decisões judiciais’."

Nos inquéritos arquivados por Toffoli apareciam como alvos senadores do MDB, ministros do STJ, como o atual presidente da corte, Humberto Martins, e ministros do TCU, como Bruno Dantas, Raimundo Carreiro e Vital do Rêgo.

"Nos novos anexos são delatados o ministro Aroldo Cedraz, do TCU, o deputado Aécio Neves e a senadora Rose de Freitas, do MDB do Espírito Santo, cujo irmão e um assessor foram presos nesta semana acusados de corrupção no porto capixaba.”

No vídeo abaixo, os dois votos de Toffoli. O primeiro voto, quando acompanha a relatora e decide pela cassação do prefeito de Volta Redonda (RJ). Na sequência, o segundo voto, quando muda de posição e vota a favor do prefeito, razão de ter sido delatado.

Vejam que logo após votar, Toffoli é advertido pela relatora, que diz que, com uma nova decisão, estariam julgando novamente o mesmo caso - o que não é permitido pela lei. Toffoli reage com ironia.

Veja o vídeo:

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Fonte: Revista Crusoé

da Redação
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