“CPI com Omar Aziz, Renan Calheiros, Humberto Costa... não tem como levar a sério”, afirma Lacombe (veja o vídeo)

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Reconhecido como um dos jornalistas mais importantes do Brasil, Luis Ernesto Lacombe conversou com exclusividade com a repórter Berenice Leite, da TV JCO, abordando diversos temas, como a postura da imprensa na atualidade; CPI da Pandemia; censura científica e muito mais, confira alguns destaques:

“A imprensa tem agido, como diz o [J.R] Guzzo com muita propriedade, muito mais experiência do que eu, muito mais talento do que eu... que a imprensa trabalha como partido político derrotado nas eleições. É isso que a gente tem visto e isso dói e dói fundo no coração. Não é fácil você encarar algo assim.
Essa manipulação, essa narrativa, esses discursos carregados de ódio. Jornalista não tem que ter objetivo algum, a não ser o de informar. Informar da melhor forma possível. Trabalhar e entregar os fatos e entregar a informação da maneira mais correta, mais direta, mais objetiva, mais clara e mais palatável. E não acontece isso. A gente tem uma imprensa que tem como objetivo principal derrubar um governo”.

‘CPI da gororoba’

“Essa CPI nem deveria existir. Primeiro porque é uma CPI com cartas marcadas. Eu não sou fã de CPIs, poucas deram algum resultado, apresentaram algum avanço, normalmente elas são usadas para fazer politicagem, politicalha, palanque político... Essa é uma CPI com integrantes que, absolutamente, não podem inspirar confiança em ninguém, Omar Aziz, Renan Calheiros, Humberto Costa, não tem como levar a sério.
A gente sabe que Renan Calheiros tem um relatório dele pronto na cabeça já condenando o presidente Jair Bolsonaro. Sempre que alguém que está lá testemunhando e começa com um discurso que não agrada Renan Calheiros ou Omar Aziz, eles começam a peitar, é algo patético, essa CPI é ridícula, eu fiz um artigo para a Gazeta do Povo, na qual eu chamei de ‘CPI da gororoba’’’.

Censura científica

“O que eu percebi, e isso é muito claro, e percebo porque parte dos relatos de médicos que se tornaram amigos meus... tantos e tantos médicos que estão aí dando a sua alma para tratar a covid, querendo exercer a liberdade que lhes é garantida pelo CRM... O que a gente vê é uma guerra muito pesada e uma censura muita pesada a eles. Eles, sim, têm sofrido muito e eu tento ser de alguma forma uma voz, um instrumento que dá voz a esses médicos [referindo-se às entrevistas que realiza no programa Opinião no Ar, na Rede TV].
Porque nós temos uma Sociedade Brasileira de Infectologia que, na minha opinião, é carregada de política. Então, em relação ao meu trabalho, eu tive problema quando fiz críticas ao governo do Estado de São Paulo, tive problemas quando fiz críticas à China, e mantenho todas as críticas que fiz. Mas me mantenho firme e mantenho na Rede TV uma liberdade que eu não imaginei que pudesse ter em um veículo tradicional de comunicação”.

Confira:

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da Redação
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