A tática suicida de Aziz: Más companhias e escolhas erradas o conduzem para o ostracismo e a derrocada política

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Para disfarçar a vergonha de apresentar um projeto ridículo, no qual acabou contestado por especialistas, o senador Omar Aziz, presidente da “CPI da Cortina de Fumaça”, tentou desviar o assunto e iniciou um pretenso debate com o presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais.

No Twitter, Bolsonaro publicou o Projeto de Lei de Omar Aziz, que pretendia tipificar como crime a prescrição de medicamentos sem comprovação científica. Um total desconhecimento (para não dizer alienação) da realidade médica mundial, que trata milhares de doenças com o uso de medicamentos não necessariamente indicados para a as mesmas, na prática conhecida como off label, que salva milhões de vidas todos os anos.

Bolsonaro escreveu:

“Médicos podem ser punidos com até 3 anos de detenção caso receitem qualquer remédio sem comprovação cientifica para aquela doença – DEIXE SEU COMENTÁRIO”

Aziz, que tirou o projeto de pauta, após ter sua atenção chamada pela classe médica, tentou dar uma resposta de impacto, que na verdade apenas ressaltou sua própria vergonha e falta de informação:

“Eu faço autocrítica e sei mudar de ideia quando estou equivocado. O presidente deveria fazer o mesmo. Não gaste seu tempo comigo, gaste comprando vacinas”.

Em uma frase tão curta, o presidente da inquisição da pandemia mostrou que, na verdade, não muda de ideia quando está equivocado. Primeiro, porque ouviu pessoalmente, em várias sessões de CPI, as verdades ditas pelos representantes do governo, mas preferiu seguir com Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues, na narrativa de que só ouviu mentiras.

Segundo, porque está fazendo todos, e não só o presidente da República, perderem tempo com uma comissão sem qualquer objetivo que não seja o político.

Terceiro, porque insiste na afirmação esquerdista de que o Brasil precisa comprar vacinas ou que não vacina a população, ignorando dados que comprovam que somos o quarto país que mais vacina no mundo, com 43 milhões de pessoas que já tomaram a primeira dose, 22 milhões que receberam a segunda dose, e ainda 281 milhões de doses já compradas.

Omar Aziz, cuja biografia política já não colabora com sua própria imagem, vai sendo puxado para o fundo do poço, por duas âncoras pesadas e enferrujadas. Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues não poderiam ser piores parceiros para o político amazonense, no atual momento da política nacional.

Se ele resolver mesmo mudar de ideia, fica a dica sobre por onde deve começar. Caso contrário, coloca em risco o que ainda resta de sua reputação.

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da Redação
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