Com o prazo da CPI se esgotando, Renan quer ser incluído na ação do presidente contra lockdown e Barroso irá decidir

Ler na área do assinante

A perseguição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, também chamada de “CPI do Circo” e “Tribunal do Renan” se intensifica contra o presidente Jair Bolsonaro, à medida que o prazo para a conclusão dos trabalhos se aproxima do fim. Pensando nisso, Renan Calheiros (MDB-AL), senador com 17 processos no Supremo Tribunal Federal por corrupção e lavagem de dinheiro, encaminhou à Corte pedido para ser incluído como “amicus curiae” em uma ação protocolada pelo presidente da República.

No processo, Bolsonaro solicita ao Supremo o fim do lockdown adotado por governadores para supostamente combater a disseminação da Covid-19.

Ainda com vontade insaciável de condenar Bolsonaro por crime de responsabilidade e conseguir o impeachment do presidente, Renan se reporta ao “amicus curiae”, que é uma ferramenta do direito brasileiro que possibilita a inclusão de terceiros em processos para que ofereçam provas e justificativas aos tribunais; a fim de dar embasamento ao julgamento da causa.

“Qualquer decisão tomada pelo Supremo no caso afetará toda a população brasileira, até mesmo daqueles de outros Estados. Isso porque, certamente, as decisões relativas ao objeto da presente ação serão estendidas às demais regiões, alcançando todo o Brasil. Tendo que a decisão repercutirá ainda em considerar ou não válidos os atos praticados por governadores e prefeitos, ela refletirá diretamente em direitos, deveres e atos atualmente investigados pela CPI da Pandemia”, alega o parlamentar, que também é investigado pelo Supremo.

O ministro Luís Roberto Barroso é o relator da ação que o presidente interpôs e deverá analisar os pedidos.

O processo foi iniciado, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), que se opõe não apenas ao lockdown, mas também ao toque de recolher e às demais medidas restritivas.

“O intuito é garantir a coexistência de direitos e garantias fundamentais do cidadão, como as liberdades de ir e vir, os direitos ao trabalho e à subsistência, em conjunto com os direitos à vida e à saúde de todo cidadão, mediante a aplicação dos princípios constitucionais da legalidade da proporcionalidade, da democracia e do Estado de Direito”, registra a ação assinada pelo Advogado-Geral da União, André Luiz Mendonça.

Em tempos de "censura", precisamos da ajuda do nosso leitor.

Agora você pode assinar o Jornal da Cidade Online através de boleto bancário, cartão de crédito ou PIX.

Por apenas R$ 9,99 mensais, você não terá nenhuma publicidade durante a sua navegação e terá acesso a todo o conteúdo da Revista A Verdade.

É simples. É fácil. É rápido... Só depende de você! Faça agora a sua assinatura:

https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/apresentacao

Fonte: JPNews

da Redação
Ler comentários e comentar