Guedes apoia redução de tarifa do Mercosul, mas Lula e FHC soltam juntos, nota de repúdio

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Essa esquerda brasileira, além de ridícula, é decadente. Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) resolveram “unir forças”. A dupla soltou nota de repúdio contra as medidas de redução de tarifa do Mercosul apoiadas pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes.

A proposta para reduzir a Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul em 20% até o fim de 2021 foi proposta pelo Governo do Uruguai erecebeu prontamente o apoio de Paulo Guedes, e do Ministro das Relações Exteriores, Carlos França, quando foi anunciada em reunião do bloco, no final de abril.

Na ocasião, Guedes comentou que cada país do bloco tem necessidades distintas e defendeu a adoção de diferentes velocidades de redução tarifária, tanto por meio de acordos comerciais como por meio de cortes unilaterais.

Durante a reunião, os representantes do Uruguai solicitaram a redução imediata de 10% na TEC e outro corte de 10% até o fim de 2021. Dessa forma, um produto que paga 10% de Imposto de Importação para entrar nos países do Mercosul passaria a pagar 8%. A proposta teve a oposição da Argentina.

Guedes não só apoiou a ideia do governo uruguaio, como também questionou sobre a possibilidade de que cada país do Mercosul tivesse autonomia para negociar acordos comerciais bilaterais, que poderiam ocorrer com cronogramas distintos, entre os membros do bloco, ou mesmo individualmente.

Todos os países integrantes do Mercosul mostraram boa vontade em celebrar uma flexibilização das regras que atenda aos interesses de todos os membros do bloco, com exceção da Argentina, que vive uma imensa crise econômica e sanitária.

Mesmo diante das explicações de Guedes, inclusive no próprio Congresso Nacional, os ex-presidentes, FHC e o ex-presidiário Lula, apontado pela força-tarefa anticorrupção Lava Jato como o “cabeça” de uma organização criminosa que arrombou os cofres públicos e encaminhou dinheiro do BNDES para realização de obras públicas em ditaduras, foram às redes sociais demonstrar “repúdio” às medidas do ministro.

Já Alberto Fernández, que assumiu a presidência da Argentina, em dezembro de 2019, cogitava retirar o país de uma recessão e inflação recorde que já perdurava dois anos. Mas, a pandemia se alastrou pelo mundo e afetou em cheio a saúde e a economia argentina. Sem muito tato para a administração de crises, o peronista impôs um dos lockdowns mais longos e severos do mundo, o que quebrou muitas empresas do país e elevou, rapidamente, o número de desempregados.

O descontentamento com as medidas tomadas pelo socialista foi tão evidente que, em março deste ano, ao visitar a província de Chubut, no Sul da Argentina, Fernández quase foi linchado por dezenas de manifestantes. Eles avançaram contra a comitiva presidencial, socaram, jogaram pedra, chutaram e quebraram os vidros do carro em que o político estava.

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Fonte: EBC

da Redação
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