A descontextualização da palavra como arma política

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Adulterar o significado de um termo é uma arma poderosíssima e muito bem utilizada por mentes perversas.

Reparem só com que tranquilidade macabra os esquerdistas usam os termos fascista, nazista e genocida.

Jogam, ao seu bel prazer, um adjetivo horrendo em qualquer contexto com a finalidade de causar confusão e perplexidade nos leitores e espectadores.

Atropelam a semiótica embaralhando signo e significado.

Assim, vão distribuindo léxicos para os politicamente corretos e disléxicos.

Acontece que, numa guerra, é preciso antecipar o próximo passo do inimigo caso você queira ganhar a próxima batalha.

Então, se você "saca" que a jogada do inimigo é lançar fogo com vocábulo pesado e paralisar o raciocínio pelas queimaduras do intelecto, você precisa se blindar contra este lança-chamas gramatical.

Palavras fora de contexto devem ser racionalmente compreendidas provando ao inimigo que o projétil lançado foi interceptado pelo drone semântico.

Quando alguém usa a palavra genocida para alguém que não é genocida, esta deverá ser descontextualizada também por aquele que seria o alvo do ataque linguístico.

Agindo de tal forma, o inimigo percebe que a adjetivação que paralisava tornou-se inócua e, provavelmente, esvaziada de significado, não será mais eficaz, tornou-se desconexa, fora do contexto apropriado.

O inimigo só continuará fazendo uso de determinada arma enquanto sentir que o outro ainda a teme.

Nesse jogo político argumentativo distorcido a ironia e o sarcasmo poderão lutar em pé de igualdade lexical com o propagador de palavras descontextualizadas.

O discurso polido e politicamente correto deverão ser usados apenas com pessoas que merecem tal esmero.

Aos genocidas de fato, desprezo.

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Nara Resende

Psicóloga clínica de adolescentes e adultos, escritora de Divã com poesia, Freud Inverso e organizadora do livro O jovem psicólogo e a clínica.

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