Kirchner busca ajuda de Francisco e já tem estratégia para escapar da Justiça

Temendo investigações na Justiça, a presidente argentina vai ao Vaticano e pede ‘La manito’ ao Papa Francisco

A presidente da Argentina está enrolada até o pescoço em escândalos e denúncias de falcatruas. Além disso, também tem se confrontado com as investigações sobre a morte do procurador Alberto Nisman, que apareceu com um tiro na cabeça em janeiro em seu apartamento em Buenos Aires. Dias antes, Nisman acusara Cristina de encobrir a participação do Irã no atentado terrorista que matou 85 pessoas na Associação Mutual Israelense Argentina (Amia), em 1994. Nos últimos meses, o governo tem dificultado as investigações sobre a morte de Nisman, distorcendo evidências e nomeando funcionários obedientes para conduzir o caso.

Mesmo assim, Cristina Kirchner vai tentar eleger o seu sucessor e para tanto visitou o Papa Francisco e busca transformar o encontro em dividendos políticos. Ela apareceu com ele em frente às câmeras dos fotógrafos e pediu: "a mãozinha" (la manito, em espanhol) para a pose. O momento foi flagrado pela correspondente do jornal La Nación na Itália, Elisabetta Piqué.

Depois que Jorge Bergoglio  foi aclamado papa em 2013, Cristina o visitou e o presenteou com uma cuia de mate. Ontem, ela deu a ele uma cesta de produtos argentinos e um retrato do beato Romero de Kutica.

Cristina ainda não definiu quem será o seu candidato para a sua sucessão, mas o nome que deposta é o de Daniel Scioli, governador da província de Buenos Aires.

Para escapar de seus problemas judiciais, cogita-se que a presidente irá se candidatar ao Parlasul  - o órgão que legisla sobre interesses comuns aos países componentes do Mercosul. Assim, uma vez eleita, ganhará foro privilegiado e evitará uma possível condenação na Justiça.

da Redação

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