Hora do confronto

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Dentre os “Contras” se esconde uma horda da mais alta periculosidade que traçou uma tresloucada rota de colisão em direção ao Brasil da mudança e que dela não vai se afastar até o confronto final. Que nunca se perca isto de vista.

Este caminho, esta estrada de sofrimento e de dor a ser percorrida onde o pobre e o desvalido são os mais atingidos, é o que menos importa para as quadrilhas de FHC a Temer, tanto quanto para os nababos e para os poderosos da máquina governamental, como, também, para os ricos e para os famosos que ficaram órfãos do erário. Para estes somente o confronto interessa ou, então, a rendição dos patriotas.

Consultemos os objetivos dos partidos políticos de oposição ao governo da União; prestemos atenção na sua “cacicalhada” ladra e sem verniz com suas extensas folhas corridas na polícia; olhemos com olhos de ver o procedimento dos patifes da extrema imprensa dos Barões Marinhos ou da intelectualidade calhorda que os incensa e vamos concluir, sem esforço algum, que a esta altura dos acontecimentos eles só esperam o dia do confronto final. Não esperarão em vão, podem ter certeza. Se é assim porque, então, a ruptura ainda não ocorreu? Vou explicar aquilo que, por si só, já se vê às escancaradas.

O certo mesmo é que não estamos mais vivendo em um regime democrático. Não estamos vivendo em uma verdadeira democracia, porque a Constituição deixou de ser obedecida e passou a ser ultrajada pela ilegal supremacia de um dos poderes da República em detrimento dos demais e porque se violou, despudoradamente, o estado de direito fixado por ela própria. Fiquem convictos de que a ruptura institucional não ocorreu ainda porque o Presidente eleito por 57 milhões de votos e os militares – parte expressiva daqueles milhões de votos - entendem que a hora não chegou, mas creio que para as Forças Armadas e para seu Comandante Supremo, dúvida alguma paira ou lhes atormenta acerca do que acontecerá.

Tenho visto muita gente de bom tom e outros nem tanto desdenharem sorrateiramente da coragem do Capitão ou pior do que isto, o acusarem, de forma torpe e vil, de excessiva tolerância com os vermelhos e com os corruptos. Ainda um dia deste ouvi dizer de um ex-ministro de antigos governos safados, que a atitude do Presidente visa a dar proteção aos filhos que acusou de milicianos e da prática de peculato e tudo porque, neste governo, um interesse particular seu não foi deferido. É uma infâmia imperdoável.

Dizem que o Presidente está demorando demais; que embora tendo sido eleito para consertar o País é o único que não manda nada; que não serve nem para cobrar dos próprios órgãos de segurança que lhes são subordinados a apuração acerca das verbas federais roubadas ou malversadas por Governadores e Prefeitos e, de tão omisso, se queda inerte até quanto à tentativa de assassinato que sofreu em Juiz de Fora-MG, perpetrada por um bandido filiado ao PCCSOL.

Assim argumentam, sem falar que diante de cada afronta do lado negro da força dos energúmenos que formam a oposição desvairada, aí prontamente cravam nova punhalada nas costas do infeliz e desta lambem o sangue dizendo: “ele está demorando demais, está deixando a hora passar, faz por merecer”. Todavia bem sei que, entre os milhões que marcharão ao lado de Bolsonaro, se e quando a hora chegar – e como sempre digo, chegará – não encontrarei um só daqueles ignóbeis detratores. Esta raça de gente, entretanto, não pode ser misturada com aquele tipo de brasileiro aflito e bem-intencionado que sofre demasiadamente, justo porque todo santo dia se doí vendo este líder que o povo ama padecer tanto.

Sou daqueles que mantém a chama acesa porque creio na vitória. Não há motivo para perder a esperança e vamos aguardar, pois nosso regime presidencialista tem estas peculiaridades. Somente Bolsonaro e seus estrategistas detêm todas as informações. O Capitão já deu inequívocas provas de que supera em muito a gentalha de FHC, Lula, Dilma, Ciro e outras porcariadas do mesmo gênero, porém sendo um homem de Deus, por certo não olvida e guarda bem as lições das Santas Escrituras em toda sua inteireza, pelo que sabe também aguardar, com segurança, a hora exata: “Vigiai, pois, porque não sabeis o Dia nem a hora [...]". Todavia resta evidente que os “Contras” estão nos arrastando para um estado de guerra iminente. Não há como enfiar a cara na areia ou fingir demência.

As declarações públicas de Jair Bolsonaro, diante de milhões de brasileiros assumem ares de compromisso de vida e de morte com o povo do Brasil. Confio nelas, quando ele, com outras palavras, proclama reiteradamente: Farei o que o povo quiser e com o povo estarei sempre; ninguém vai mais prender o povo em casa sem trabalho, sem comida, sem escola e sem igreja; não é o povo que está comigo, eu é que estou com o povo; quem decide se vai se viver em uma democracia ou em uma ditadura são as Forças Armadas; o nosso exército vai para as ruas para garantir os direitos constitucionais do povo; tenho que agir dentro das quatro linhas da Constituição, mas só Deus me arranca morto da cadeira presidencial e, subindo o tom na manhã deste 01 de julho: (...) se impedirem a aprovação do voto impresso vamos ter problemas ano que vem, e por aí vai.

Não se tem a mínima razão para duvidar da honra deste líder ou de sua sinceridade de propósito e temos todas as razões do mundo para não confiar um milímetro sequer na corja que foi varrida do Planalto ou em todos quantos arrastaram o País para um abismo vermelho de onde não sobreviveriam a família, a propriedade e a cultura judaico-cristã.

Vejo a hora do confronto se aproximar quando uma Mandarina do STF ousa, por encomenda de entidades criminosas travestidas de partidos políticos, humilhar ou desafiar o “Exército de Caxias”, seus generais e o próprio Comandante Supremo das Forças Armadas; quando, também, meia dúzia de senadores picaretas se dispõe a satisfazer os caprichos de um solerte agente contra o voto “auditável”, ou seja, de um pavão iluminado da mais alta Corte de Justiça, para gastar rios de dinheiro público com um palanque eleitoral fora de época e quando, igualmente, os donos do poder, inconformados com o resultado das urnas, se reuniram em uma sociedade marginal para impedir que o eleito governasse, seja lá a que preço for.

Hoje o esquema maldito de ultrajar nossa democracia e produzir o caos funciona da forma seguinte: os Juízes do STF, tendo na gaveta mandados prontos de prisão do lado podre do Congresso Nacional, manipulam aquela corja com a mão do gato, exigindo que denunciem o executivo, dia sim e outro também, objetivando garrotilhar o Chefe da Nação ou emparedar suas obras, programas e ações. Não há a menor chance de se prosseguir desta forma e sobreviver. Os dois lados estão bem definidos e o confronto se avizinha. Pouco se me dá quantos mais bandidos eles vão ainda libertar ou quanto mais àqueles vão se alinhar ou se agrupar, porque de fato um só País sairá deste cenário.

Auguro que sobreviva o Brasil que está sendo transformado pelo atual Presidente e por sua equipe fantástica de Ministros e colaboradores, O Brasil de Paulo Guedes, o Brasil de Tarcísio de Freitas; o de Tereza Cristina (só para não alongar a lista), o Brasil liberto do social-comunismo, enfim o Brasil que agora se sabe que vai dar certo. Vale a pena morrer por isso. Pois que venha, então, a vermelhada dos infernos!

Foto de José Maurício de Barcellos

José Maurício de Barcellos

Ex-Consultor jurídico da CPRM-MME. É advogado.


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