Nobel da Paz critica silêncio da América Latina às arbitrariedades de Maduro

Para Oscar Arias os países da região são coniventes com as arbitrariedades do presidente venezuelano

Ganhador do Prêmio Nobel da Paz por ter proposto o acordo para dar fim às guerras civis na América Central, o ex-presidente da Costa Rica Óscar Arias critica a paralisia da América Latina em relação à crise na Venezuela.

Para ele, os países da região consentem com as arbitrariedades do presidente Nicolás Maduro por manter relações cordiais com ele.

Oscar Arias Sánchez ganhou o respeito dos líderes e humanitários de todo o lado por levar a paz à América Central. Nascido em 1940, estudou nos Estados Unidos e obteve uma licenciatura em leis na Costa Rica.

Eleito presidente da Costa Rica em 1986, Arias Sánchez imediatamente notificou o mundo que tinha intenção de restaurar a paz na América Central livrando a região da Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética. Numa série de reuniões com os presidentes da Guatemala, El Salvador, Honduras e Nicarágua, o Presidente Arias Sánchez fez pressão para resolver a desordem e pôr fim à influência externa na América Central. Finalmente conseguiu a aprovação do seu plano de paz, que exigia que cada país limitasse o tamanho dos seus exércitos, assegurasse liberdade de imprensa e realizasse eleições livres e abertas. O plano teve êxito e, com a assinatura dos acordos, a luta na região chegou ao fim.

Em 1987, o Presidente Oscar Arias Sánchez recebeu o Prémio Nobel da Paz por levar a paz para a região e usou o prémio monetário para estabelecer a Fundação Arias para a Paz e o Progresso Humano. Durante a sua presidência frequentemente aventurou–se a misturar–se com o público sem comitiva nem fanfarra para escutar as preocupações dos seus cidadãos. Após a finalização do seu primeiro mandato continuou a ser um “homem do povo”, a promover a segurança e o desenvolvimento humanos em muitas frentes. Em 2006, foi eleito novamente Presidente da Costa Rica e hoje em dia continua a defender a paz e os direitos humanos.

da Redação

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