Uma excelente notícia para o Brasil: Espanha assume protagonismo na CPLP

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Na passada semana, realizou-se a cimeira da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) em Luanda, a inigualável capital de Angola, com a presença dos mais altos dignitários políticos dos países que compõem a referida comunidade. O Brasil – potência máxima desta Comunidade, gigante político e económico que se vai reerguer desta crise para ser mais forte ainda do que alguma vez fora na sua história, não trocando a liberdade pelo socialismo – não esteve presente por razões atendíveis devidamente explicitadas pelo Ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França.

No entanto, cremos que haverá, no futuro próximo, razões adicionais de interesse para o Brasil se empenhar no fortalecimento da CPLP: em virtude do enorme mérito da ação empenhada do Presidente João Lourenço, a CPLP deixará de ser uma realidade meramente diplomática, assente na promoção da língua e na discussão de assuntos políticos formais respeitantes ao espaço lusófono, passando a integrar uma forte vocação económica.

A CPLP procurará dinamizar as relações económicas entre os Estados que a compõem, assim como delinear mecanismos comuns de atração de investimento de países externos à organização, atuando como um “bloco” . O Presidente João Lourenço nutre mesmo a ambição de criar um banco de investimento da CPLP que promova o desenvolvimento económico e social dos seus países, financiando projetos e concretizando, deste modo, a solidariedade e o “destino comum” dos países lusófonos.

Quem foram os principais vencedores da cimeira da CPLP da última semana? Decisivamente, Angola e o seu Presidente João Lourenço; e inapelavelmente Espanha. O Reino de Espanha foi o vencedor mais lídimo da última cimeira da CPLP – isto porque passou a integrar como observador a organização. E o timing em que tal sucede não é por acaso: simbolicamente, a concretização da entrada de Espanha para a comunidade de países de língua portuguesa em Luanda mostra claramente o casamento (depois de um namoro intenso) que se quer perfeito entre Angola e Espanha.

Espanha pretendeu dar um sinal inequívoco de que Angola será uma das suas prioridades em termos de política externa – e Angola, por seu turno, mostrou que Espanha é o seu parceiro natural e preferencial na Europa. Como outrora fora Portugal, em termos e extensão diversos, Espanha é agora entendido como sinónimo de futuro para a elite e o povo angolano.

Se formalmente Espanha será um Estado observador, na verdade, o papel que irá desempenhar será muito mais significativo. Por força de Angola – e da influência que Angola exerce sobre os demais países membros da CPLP do continente africano - , a vontade política e os interesses de Espanha serão tomados em devida consideração no processo de tomada de decisões estratégicas pela comunidade lusófona. Mais do que um observador, Espanha ancorar-se-á como um verdadeiro quasi-membro da CPLP: doravante, nada será feito contra os interesses estratégicos de Espanha.

E a lua de mel entre Espanha e Angola continuará nos próximos meses: o futuro da Sonangol passará por investidores espanhóis. A INDRA assegurará a prestação de serviços de segurança marítima e de segurança da exploração de recursos petrolíferos (para além de várias parcerias em termos de investigação tecnológica).

Este acordo contou com a intervenção do Rei Juan Carlos sempre manteve uma relação muito próxima e ativa na INDRA, tendo inclusive patrocinado várias iniciativas desta empresa estratégica do Reino de Espanha.

A aposta da INDRA em Angola – e especificamente na SONANGOL – mostra o grau de envolvimento estratégico de Espanha neste país lusófono africano. O acordo entre a INDRA e a SONANGOL será celebrado , se nenhum contratempo ocorrer, em Setembro, em Luanda. Prevê-se, pois que Espanha seja o player europeu decisivo em Angola nos próximos tempos.

Mas a aposta de Espanha em Angola não se fica por aqui. A IBERIA – empresa aérea espanhola, que se fundiu com a British Airways - entrará no capital da transportadora aérea angolana TAAG, o que permitirá à Administração do Presidente João Lourenço dar nova dinâmica comercial e estratégica à histórica companhia aérea angolana. Um novo reforço dos voos diários entre Luanda e Madrid vai ser concretizado muito em breve, assim que a normalidade volte a ser…normal.

Desta forma, concretizar-se-á o plano (com uma longa história na diplomacia espanhola) de converter Madrid na capital europeia preferencial de ligação com Angola. Madrid será a porta de entrada de Angola na Europa, substituindo Lisboa. Um dos principais destinos da TAAG é precisamente o Brasil – donde, esta constitui uma notícia importante para os interesses económicos brasileiros.

A ligação entre Brasil e Angola ficará ainda mais forte (e frequente), por intermédio de Espanha. Não olvidar que a IBERIA chegou a ponderar adquirir a maioria do capital da transportadora aérea portuguesa (TAP) – no entanto, esta companhia irá muito provavelmente passar para o controlo da alemã LUFTHANSA (restando saber se sozinha ou em consórcio com outra companhia internacional, designadamente, a companhia de grande qualidade norte-americana UNITED como esteve prestes a ser concretizado no passado recente com oposição – sabe-se lá porquê –de certos grupos de interesses portugueses…).

Por último, o INISEG (Instituto Internacional de Estudos para a Segurança Global) – que também tem representação aqui no Brasil e nos EUA, como os nossos leitores bem sabem - celebrou um acordo estratégico de cooperação com o Instituto Atlântida de Angola. INISEG colocará o seu know how ao serviço do desenvolvimento mais próspero, mais seguro e mais justo de Angola. Angola não pode perder a(s) oportunidade(s) do futuro – apenas por desejos de vingança com o passado.

O mérito pela concretização desta colaboração que agora se inicia entre o INISEG e o Instituto Atlântida é (todo) dos Professores David Caixal i Mata e Manuel Folgado - bem como do Professor Barros (da Atlântida) e do Pastor Davide Pereira, cujo amor pelo Brasil, por Angola e pela Lusofonia move montanhas com a graça divina.

O Brasil, enquanto membro de grande relevo da CPLP, deve apostar com sentido estratégico na relação fundamental entre Angola e Espanha – constituindo um dos vértices do triângulo América Latina-Europa-África. As empresas brasileiras têm que estar atentas às oportunidades que surgirão, com este novo enquadramento institucional da CPLP, em Espanha e em África, por meio de Angola.

O Brasil – pelo seu expertise – poderá ser um parceiro ideal para a INDRA na SONANGOL ou em sectores como a agricultura, as pescas ou mesmo na política industrial. Há que tornar o Brasil na potência mundial que está destinado a ser. Em liberdade, em democracia, rejeitando as ideias socialistas que já provaram o seu falhanço repetidamente no Brasil e em todo o lado onde são aplicadas.

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João Lemos Esteves

Articulista. Diretor do INISEG (Instituto de Estudos de Segurança Internacional) USA. 

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