Carta Aberta às gerações dos anos 50, 60 e 70

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Fomos as primeiras gerações do pós-guerra imediato. Vivemos a divisão do mundo e assistimos os reflexos da guerra fria.

Testemunhamos a guerra do Vietnã e a revolução de Cuba, embora – e ignorando a realidade dos fatos - vestíssemos inocentemente, camisetas que diziam “há que endurecer, sem perder a ternura jamais!”.

Vivemos o movimento “hippie”, deixamos os cabelos crescerem, e vestimos calças desbotadas pensando estar ali a liberdade rebelde que também cantávamos nos embalos do “rock and roll”.

Somos testemunhas vivas e a geração que sentiu na pele e vivenciou as maiores mudanças de comportamentos da história da humanidade.

Assistimos à chegada dos satélites, o furacão das drogas, as viagens à lua e o nascimento da revolução tecnológica da vinda da internet, essa loucura que nos arrasta ainda meio atordoados para uma nova realidade comportamental que faz a comunicação e os avanços da ciência viajarem na velocidade do pensamento.

Vimos muros serem erguidos e vimos os muros caindo e com eles conceitos que nos eram sagrados mudarem de sentido e direção.

Pensemos bem: Jamais houve e talvez nunca mais vá haver na história da civilização humana gerações que presenciaram e viveram as consequências de tantas mudanças em tão curto espaço de tempo como as nossas.

Fomos impactados e seguimos sendo bombardeados por tudo isso.

Mas, de um valor, de um fundamento, de um princípio, nós os que hoje temos 50, 60 ou 70 anos nunca abrimos mão: a liberdade!

Somos perfeitos ou melhor que os outros?

Por certo que não!

Contudo, se ajustarmos bem as lentes da história, fomos nós os geradores e protagonistas de todas as evoluções que estão acontecendo no mundo atual. Sim, com a experiência dos que nos antecederam e com a sabedoria dos que nos sucedem. Mas a coragem da implantação é crédito nosso. Está no nosso DNA, nos registros da história do nosso tempo!

Sim, se hoje temos liberdade ela é fruto de muitas lutas travadas em vários campos de batalha: na labuta do pão de cada dia, nas vidas em famílias, nas escolas, nas tribunas, nos púlpitos, nos parlamentos, nas praças, nos tribunais e mesmo no silêncio paciente e contemplativo. Mas nunca na omissão irresponsável! Por certo não foi uma luta só nossa, mas essencialmente também é nossa!

Agora, estamos no iminente risco de perdermos essa mesma liberdade que custou tanto para ser conquistada e trazida até aqui a duras penas. Muitos dos nossos tombaram pelo caminho. E não há um de nós sequer que não tenha as suas cicatrizes.

As nossas gerações agora são esteio das outras que vão nos suceder.

E não podemos nos dar sequer o direito de demonstrar desânimo, cansaço ou indiferença. De desistir do embate da defesa dos conceitos, concepções, convicções, ideias, juízos, opiniões que fazem de nós uma linhagem única.

Nem melhor ou pior que qualquer outra: mas única!

As gerações das transformações do mundo.

Aqueles que estão vindo depois de nós precisam saber quem somos e tomar ciência que ainda estamos presentes e que temos disposição para defender com dignidade as nossas conquistas.

É nossa obrigação mostrarmos o caminho indicando o rumo da rota.

Tudo o que não podemos agora, nessa fase da vida é assistirmos e vivermos, por omissão, a derrota que nunca aceitamos antes.

Juntemos as forças que ainda temos, para dizermos em alto e bom som: ESTAMOS AQUI! Cada um a seu modo.

E a maior batalha das nossas vidas, talvez esteja reservada para os dias que esperávamos viver na paz do descanso. Mas antes do fim, temos o dever de sermos esteio para livrar, de modo especial e particular, o Brasil das nuvens negras do arbítrio e da censura ideológica, política, cultural ou religiosa.

Longe disso não terá valido a pena termos sido quem somos. Pois sem liberdade, já não seremos e não deixaremos nada!

Sem sermos livres, todas as batalhas da vida terão sido absolutamente em vão!

A liberdade no Brasil está em risco!

O Jornal da Cidade Online está sofrendo ataques escancarados.

“Velhas raposas” da política, através da malfadada CPI, comandada por figuras nefastas como Aziz, Renan e Randolfe quebraram nosso sigilo bancário. Nada irão encontrar.

O TSE, por sua vez, determinou a desmonetização do JCO. Uma decisão sem fundamento, sem qualquer intimação e sem o devido processo legal. Quebraram nossas pernas!

Precisamos da ajuda de todos os patriotas.

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Luiz Carlos Nemetz

Editorialista do Jornal da Cidade Online. Advogado membro do Conselho Gestor da Nemetz, Kuhnen, Dalmarco & Pamplona Novaes, professor, autor de obras na área do direito e literárias e conferencista. @LCNemetz

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