Acordo de Shalom: EUA e Israel reforçam relação com Marrocos (e Presidente Bolsonaro está atento!)

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Israel continua irradiando sua luz inspiradora para o mundo seguir.

Como magistralmente o Presidente Bolsonaro descreveu, Israel é uma Nação de muito, tendo pouco. Pouco em termos de recursos, mas abundando em fé, criatividade, resiliência e bravura.

Por conseguinte, o Presidente Bolsonaro exortava o Povo brasileiro a olhar para Israel como uma prova viva de que gigante brasileiro pode almejar às estrelas e mais além. Com fé, determinação e sempre fidelidade à democracia e à liberdade.

Há outros políticos no Brasil que preferem ir receber lições (e instruções) em Havana para replicar neste país que está destinado a liderar a América do Sul e a ser uma potência mundial o modelo de sociedade que condena milhões à pobreza, à miséria, à morte. Todavia, não vale a pena dedicar mais linhas a tais personagens políticos: a sua relevância é totalmente equivalente à viagem que efetuaram a Cuba – efémera, fugaz, fatal (a prazo). Em breve, perceberemos a real extensão, verdadeiro sentido e alcance da viagem de tais políticos a Havana para desfrutar do paraíso socialista na terra…

Certamente o povo brasileiro não vai querer retomar uma política externa baseada em alianças com países cada vez mais isolados na esfera internacional. Cuba é apenas o anfitrião dos Estados-párias à escala global – o destino de férias predileto de todos os vilões políticos internacionais. Se há grupo terrorista, se há grupo criminoso, se há grupo que espalha a morte e o terror caminhando sobre a Terra – esse grupo está, direta ou indiretamente, com toda a certeza, em Cuba.

Já Israel, por seu turno, é um Estado com cada vez mais amigos, mais aliados, mais parceiros na prossecução da democracia, da liberdade, da justiça contra aqueles que espalham o terrorismo nas mais diversas latitudes e longitudes.

O anterior Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, com o contribuição inestimável e insubstituível do anterior líder da Mossad, Yossi Cohen, e em estreita cooperação com os EUA liderados pelo Presidente Donald Trump, logrou concretizar o fato histórico que mudou a geopolítica internacional: um Acordo histórico de Shalom (de Paz, palavra que é música divina para os nossos ouvidos nestes tempos turbulentos que vivemos…) com o Reino de Marrocos em 2020.

Convém recordar que antes da conclusão do Acordo, a opinião publicada era praticamente consensual: um Acordo de Shalom entre Israel e Marrocos seria sempre impossível. Pensar sequer em tal possibilidade seria alimentar uma miragem, um cenário irreal que todos deveríamos descartar a priori.

Porém, os EUA, sob a liderança do Presidente Trump e Israel, com Benjamin Netanyahu ao seu leme, provaram que o impossível é apenas uma fase de transição entre o sonho e a concretização.

A verdade é que aquele que era considerado por muitos como o “Presidente anti-diplomacia” logrou obter vitórias “impossíveis” ou “improváveis” durante anos e anos.

Na verdade, o Acordo de Shalom entre Marrocos e Israel começou sendo gizado em Portugal, na cidade de Lisboa. Em Lisboa, o Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, encontrou-se, em hotel famoso da capital portuguesa, com o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu e um representante pessoal do Rei de Marrocos. A operação foi acompanhada pelos serviços de inteligência de Israel (a Mossad), dos EUA (a CIA), em coordenação com os serviços do Reino de Marrocos, todos presentes em Lisboa. As autoridades portuguesas – e europeias, em termos mais abrangentes - nunca souberam da real intenção do encontro em plena capital portuguesa entre o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu e o Secretário de Estado Mike Pompeo.

Os Acordos de Abraão (ou Acordos de Shalom) entre Israel e o mundo muçulmano que marcaram a época de paz encetada pela Administração dos EUA, liderada pelo Presidente Trump, tiveram em Lisboa o seu berço (simbólico e operativo). Uma nota para realçar o trabalho diplomático árduo, incansável e inexcedível do Secretário Mike Pompeo, de Ivanka Trump e de Jared Kushner.

A mudança de administração nos EUA não prejudicou os avanços efetuados nos últimos quatro anos – pelo contrário, o Presidente Biden abraçou a política externa desenhada pelo Presidente Trump.

Em relação ao Médio Oriente, o Presidente Biden está dando continuidade à política “America First yet America not Alone” – após alguma hesitação inicial, Joe Biden, com a argúcia política que o caracteriza, compreendeu que a política externa e a segurança nacional dos EUA são assuntos sérios demais para se brincar às ideologias.

Assim, o Presidente Biden, em conversa com o Primeiro-Ministro Naftali Bennett incentivou Israel a manter e a aprofundar a relação estratégica com Marrocos, garantindo que, da parte dos EUA, as premissas do Acordo de Shalom se mantêm inalterados.

Os EUA reconhecem a soberania de Marrocos sobre o Saara Ocidental, isolando os apoiadores do grupo com conexões terroristas da Frente Polisário (também aqui, tal como sucede com os Talibã no Afeganistão, treinados e financiados pela China comunista).

Não é por acaso que a declaração da Administração Biden de apoio à soberania de Marrocos no território do Saara Ocidental foi reiterada na iminência da conclusão da retirada da presença militar EUA do Afeganistão, seguida, aliás, pelo Reino Unido - teme-se que um cenário equiparado ao do Afeganistão suceda no Sahel. Tal como no Afeganistão, a China tem interesses na exploração do minério do Sahel e já está aí muito presente, com membros dos seus serviços militares e de inteligência treinando a Frente Polisário .

Naftali Bennett, Primeiro-Ministro de Israel, por seu turno, em encontro com o Rei de Marrocos, acordou o aprofundamento das relações entre os dois países em matéria econômica, com especial ênfase nas áreas da saúde, agricultura e turismo.

A cooperação entre as universidades e centros de investigação de Israel e de Marrocos será aprofundada, mormente no que se refere à investigação e inovação tecnológica (tecnologia de ponta).

Israel manifestou a sua disponibilidade para ajudar Marrocos a tornar-se o país africano mais desenvolvido em matéria militar – o Primeiro-Ministro Naftali Bennett celebrou com o Rei de Marrocos um conjunto de acordos em matéria de cooperação militar terrestre, aérea, marítima para combater o terrorismo e o tráfico de droga naquela região estratégica do globo. Marrocos terá acesso a equipamento e tecnologia made in Israel, como drones para operações militares e software sofisticada de segurança nacional.

Haverá, ainda, uma intensificação da cooperação no treino de agentes de forças de segurança (policiais, militares…) para capacitar ao máximo os agentes marroquinos na luta contra o terrorismo e travar a expansão do ISIS e da Al-Qaeda no Sahel.

Como decorre do exposto, mudanças políticas nem sempre geram mudanças de políticas – e ainda bem. O presidente Biden e o Primeiro-Ministro Bennett estão seguindo as linhas das políticas certeiras que lhes foram legadas pelo Presidente Trump e pelo Primeiro-Ministro Netanyahu, em matéria de política externa e de segurança nacional. Com a segurança dos povos não se brinca.

Por último, cumpre realçar que o Presidente Bolsonaro deve olhar para este exemplo do Acordo de Shalom entre Israel e Marrocos: a sua política de parceria estratégica do Brasil com os EUA e Israel não pode ser abandonada apenas porque os líderes políticos destes dois países mudaram.

O Brasil deve estar com os EUA e com o Israel porque partilhamos os mesmos valores, as mesmas aspirações, o mesmo desejo de liberdade, democracia e segurança.

Os líderes políticos passam, as Nações e o seu substrato axiológico permanecem.

O Presidente Bolsonaro trouxe o Brasil para o primeiro mundo em matéria de política externa – e é aí que o Brasil tem de permanecer. Bolsonaro sabe melhor do que ninguém.

Quebraram as nossas pernas!

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João Lemos Esteves

Articulista. Diretor do INISEG (Instituto de Estudos de Segurança Internacional) USA. 

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