Estratégia processual do Moro pega Lewandowski no contrapé

O ministro Ricardo Lewandowski agindo flagrantemente em desacordo com a lei, parece que tentou de algum modo constranger o juiz federal Sérgio Moro (veja aqui). 

Na calada da noite da última quarta-feira (6) um inusitado despacho do presidente do STF deu a Sérgio Moro um prazo de 48 horas para esclarecer sua decisão de ter autorizado e retirado o sigilo das conversas gravadas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Notadamente a decisão atende a defesa de Lula que vislumbra suspender as investigações da Operação Lava Jato na ‘República de Curitiba’, no sentido de que todos as peripécias do ex-presidente passem a tramitar exclusivamente no aconchegante Supremo Tribunal Federal.

Lewandowski deu com os burros n'água!

Mesmo que todas as interceptações telefônicas feitas na investigação contra Lula, sejam derrubadas, isso não terá efeito nas denúncias que o MPF prepara contra o ex-presidente.

Isto porque os grampos em nenhum momento foram utilizados para instruir os processos da Lava Jato.

As conversas do ex-presidente tiveram tão somente a consequência que Moro pretendia, ou seja, o efeito midiático, no sentido de conseguir o que ele vem pedindo reiteradamente, o apoio popular, para tanto buscou demonstrar como Lula age no submundo.

Nenhum pedido cautelar, sejam buscas e apreensões, a quebra de sigilo bancário e a condução coercitiva dele, nada foi feito com base nas gravações.

A defesa de Lula pode até conseguir anular as interceptações, mas não poderá usar isso para invalidar a investigação.

Moro, além de inteligente, é um fenomenal estrategista.

Gonçalo Mendes Neto

Com informações de Helder Caldeira

da Redação

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