Uma declaração da Nação: De um coronel da Polícia Militar ao presidente Jair Bolsonaro

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Seria muita ousadia tentar falar em nome de boa parte dos brasileiros que desejam que o governo seja o melhor possível para todos e que decidiu lutar por sua reeleição?

Gostaria de sentir o real significado do ditado popular “Depois da tempestade vem a calmaria!”, mas parece que esse adágio jamais passou perto do presidente, onde a cada dia surge uma tormenta, invariavelmente criada pela oposição e por parte da mídia em síndrome de abstinência.

A arte de governar nunca se mostrou tão complexa quanto no governo atual, como se não bastasse uma pandemia que mata milhões de pessoas por todo o planeta, dentre os quais milhares de brasileiros, os opositores de Bolsonaro super dimensionam qualquer fato político, quando não os criam, de forma a desgastar a imagem do presidente e do governo.

Agregado a isso boa parte da mídia tradicional ataca diariamente o governo, o presidente e seus familiares, com único objetivo de impedir sua reeleição.

Mas quem disse que seria fácil?

Pois bem, nesse sentido acredito que Bolsonaro deva pensar em sua filiação partidária o mais rápido possível. Não teremos bonança.

O entorno político de Bolsonaro precisa imediatamente identificar os verdadeiros apoiadores deste governo nos estados e aglutinar estas lideranças em um partido.

Como nordestino, sergipano, afirmo. A oposição nunca parou de fazer política por conta da pandemia, ou por qualquer outro motivo, principalmente nos interiores dos estados do nordeste.

Recentemente escrevi um artigo sobre a não existência da terceira via, em seguida, no fatídico dia 12 de setembro, escrevi sobre a natimorta terceira via. Acredito firmemente que não existe terceira via, todos caminham na direção do Lula.

O fato de não acreditar na existência de uma terceira via, não significa que não existam eleitores aguardando o surgimento de uma.

A estes também devemos direcionar nossas atenções para conquistar seus apoios.

Mas é de fundamental importância chegar aos lares dos mais humildes. A oposição está fazendo isso diariamente, principalmente aqui no nordeste.

Uma das grandes dificuldades em governar do presidente é a não existência de uma base sólida no Congresso.

Faço um aparte, para expressar um sentimento: reputo ao Congresso Nacional o surgimento de um protagonismo político do STF. Porque? Ora, boa parte dos parlamentares estão “nas mãos” dos ministros em diversos processos que os tiraria dos mandatos.

Como, por exemplo, senadores iriam analisar um pedido de impeachment de um ministro do STF se boa parte respondem a processos naquela corte?

Eis a importância de elegermos deputados e senadores que não tenham processos nas cortes superiores e que sejam verdadeiramente bolsonaristas.

Concluo a minha ousada tentativa de falar em nome dos apoiadores de Bolsonaro, afirmando da imperiosa necessidade de filiação do presidente a uma sigla partidária, sob pena de comprometer a sua reeleição.

Henrique Alves da Rocha, Coronel PM. Sergipe

da Redação
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