Caso tem reviravolta e PGR acusa deputado de forjar o próprio atentado

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Em uma reviravolta no caso da suposta tentativa de atentado contra o deputado federal Loester Trutis (PSL- MS), a Procuradoria Geral da República denunciou o parlamentar por comunicação falsa de crime, porte ilegal de arma e disparo de arma de fogo.

Trutis, que até então vinha sendo considerado como vítima, é agora acusado de ‘forjar o próprio atentado’.

Na manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), o vice-procurado-geral, Humberto Jacques de Medeiros, apontou que ‘robustos elementos’ contradizem a versão do deputado.

“Diversos laudos periciais, relatórios e informações policiais, além de oitivas, revelaram a real dinâmica dos fatos e refutaram a versão inicialmente apresentada pelos denunciados à Polícia Federal”, afirmou a PGR.

A versão apresentada pelo deputado consistia em que ele teria sofrido um ataque a bala, em fevereiro de 2020, entre Sidrolândia e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Trutis ainda atribuiu a emboscada a uma disputa política no estado.

A manifestação da procuradoria ainda salientou o uso político do episódio:

“Considerando que o porte de arma é uma pauta política defendida intensamente pelo Deputado Loester Trutis, o parlamentar, ao noticiar o episódio, atribui ao porte de arma à ausência de lesões e, até mesmo, o escape da morte”, diz um trecho do documento enviado ao STF.

Caberá à ministra Rosa Weber, relatora do caso no STF, decidir se aceita ou não a denúncia.

A Polícia Federal, responsável pela investigação do caso, apresentou um relatório de 105 páginas em que aponta todas as inconsistências das declarações do deputado e de seu assessor, Ciro Nogueira Fidelis, dizendo que ambos prestaram informações falsas para tentar inviabilizar as apurações:

“Na verdade, as informações recebidas constantemente serviram somente para que fossem empreendidos esforços em diligências desnecessárias, tirando os investigadores do foco [...] As diligências que tomaram por base a versão trazida pelas supostas vítimas não eram corroboradas com nenhum dado, prova ou até mesmo indício e sempre levavam a investigação por caminhos que não traziam quaisquer resultados”, informou a PF.

O relatório da PF conclui, através da análise de imagens de câmeras de segurança instaladas no trajeto e dados do GPS do carro do deputado, que não havia nenhum veículo perseguindo ou monitorando Trutis, e que o parlamentar entrou em uma estrada secundária e atirou contra o próprio veículo.

“O veículo esteve parado no mesmo local por exatos 40 segundos, entre o horário das 05:29:02 às 05:29:42. E mais, por aproximadamente 24 segundos o automóvel esteve com a ignição desligada. Tempo suficiente para descer do veículo, efetuar vários disparos de arma de fogo e retomar para dentro do veículo [...] Ao que tudo indica, planejaram de madrugada o plano e, pela manhã cedo, foram executá-lo, sem antes ter estudado a localidade Essa escolha ocorreu ali mesmo na rodovia BR-060. É possível constatar pelos dados do rastreador veicular como o Toyota Corolla trafegou na rodovia, nos mais diversos sentidos em velocidades baixas, pois os atores da tragicomédia estavam procurando o lugar para encenarem a sua peça”, diz um trecho do relatório da PF.

Em nota, Trutis rebateu a acusação:

“Confio no poder da verdade. Sou vítima de um refinado conluio de autoridades locais, que induziram o PGR e a ministra a erro. Testemunhas essenciais não foram ouvidas, e provas foram destruídas ou manipuladas, como por exemplo o GPS do carro que eu ocupava, que foi formatado pela locadora. Ou mesmo o veículo alvejado, que não foi preservado pela polícia técnica, tendo sido devolvido à locadora, reformado e vendido. Em ambos os casos me foi cerceada qualquer possibilidade de proceder perícia complementar e independente. Tudo isso foi feito com a autorização da Polícia Federal do Mato Grosso do Sul, um verdadeiro absurdo jurídico.
Desde o primeiro dia, meu mandato se pautou no combate ao crime organizado e no fortalecimento das Instituições de Segurança Pública que combatem quadrilhas que assolam o Estado do Mato Grosso do Sul há mais de 30 anos.
Por fim, espero ansiosamente que as provas possam ser analisadas fora do MS, e os atos ilícitos dessa investigação – que nunca teve o intuito de apontar o autor da tentativa de assassinato que sofri, e sim tenta promover um assassinato de reputação e da minha vida política – sejam finalmente demonstrados”.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a desmonetização do Jornal da Cidade Online.

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