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Sem saída, Paulo Bernardo põe a culpa no advogado

Em seu depoimento, prestado à Justiça na terça-feira (19), o ex-ministro Paulo Bernardo, permitiu que sobressaísse mais uma lamentável e conhecida faceta de seu caráter: a falsidade, a dissimulação.

E o fez, apunhalando o seu outrora parceiro.

O ex-ministro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente afastada Dilma Rousseff, na desesperada tentativa de se livrar da acusação de ter recebido propina da empresa Consist, afirmou que Guilherme Gonçalves, ex-advogado de Bernardo e da esposa, a senadora Gleisi Hoffmann, teria usado o seu nome, sem autorização para tal.

Uma mentira deslavada que não resiste às investigações e provas colhidas, mas que demonstra do que o ex-ministro é capaz e o seu absoluto descompromisso com a verdade.

Aliás, pelo tipo de crime praticado, lesando servidores em dificuldades financeiras, era de se imaginar esse tipo de atuação vil e repugnante de Paulo Bernardo.

Segundo o Ministério Público Federal, o esquema desviou R$ 100 milhões entre 2010 e 2015 de um contrato fechado pelo ministério do Planejamento com a companhia para administrar o banco de dados de concessão dos empréstimos consignados a servidores públicos.

O advogado, de fato, participou do esquema, mas como operador do ex-ministro. Foi Paulo Bernardo, na condição de ministro que viabilizou toda a falcatrua.

Nesse sentido, documentos apreendidos demonstram que do escritório de Guilherme Gonçalves saiam pagamentos de despesas pessoais, aluguéis, salários de funcionários e recursos de campanhas de Paulo Bernardo e da senadora Gleisi Hoffmann.

O lamentável é que diante de inúmeras e robustas provas da conduta à margem da lei, Bernardo e o advogado, presos pela Operação Custo Brasil, tenham sido soltos pelo ministro Dias Toffoli.

da Redação

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