Homens que lincharam assaltante no Maranhão, irão a júri popular

O linchamento de Cleidenilson Pereira da Silva, que foi notícia nacional em julho de 2015, levará nove réus para julgamento pelo Tribunal Popular do Júri em São Luis, no Maranhão.


O assaltante foi amarrado e surrado por populares. Morreu, após tentar assaltar um bar, tendo sido dominado pelo proprietário do estabelecimento e depois linchado por um grupo feroz e insano de justiceiros. 

Além do homicídio duplamente qualificado — por meio cruel e sem chance de defesa — os réus responderão pela tentativa de homicídio contra um menor de 17 anos que acompanhava o assaltante.

A pena, em caso de condenação máxima, pode chegar a 30 anos de prisão.

Nos autos, a participação de cada um dos acusados no linchamento é descrita.

Entre eles, o dono do bar que sofreria o assalto e o filho do comerciante, além de dois dos três clientes presentes no momento em que Cleidenilson, armado, anunciou o roubo.

O pai e a madrasta de Cleidenilson, pessoas de bem, procuram até hoje entender, não só o envolvimento do filho no assalto (ele nunca tivera relação com crime), mas também a brutalidade dos que espancaram o rapaz até a morte.

Este é um direito da família e conforme consta na denúncia, os envolvidos agiram ‘usurpando a função do Estado de julgar e de punir’.

Serão julgados: Waldecir Almeida Figueiredo, de 65 anos, dono do bar; Alex Ferreira Silva Souza, 41 anos, mecânico; Raimundo Nonato Silva, 57 anos, sem profissão definida; Cicero Carneiro de Meireles Filho, 45 anos, motorista; Ivan Santos Figueiredo, 35 anos, projetista civil; Élio Ribeiro Soares, 55 anos, motorista; Marcos Teixeira Barros, 19 anos, sem profissão definida; Felipe Dias Diniz, 24 anos, motorista; e Ismael de Jesus Pereira Barros, 36 anos, auxiliar de topografia.
da Redação

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