Vereador propõe “antidoping” para professores em Campo Grande, é atacado pela esquerda, mas “dobra a aposta”

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O vereador Tiago Vargas, do PSC, apresentou um projeto de lei para exigir exame toxicológico anual aos professores da rede pública da capital sul-mato-grossense.

Não demorou para que o parlamentar municipal fosse acusado pela esquerda e os sindicatos de ‘criar mais um obstáculo aos docentes da rede pública’.

Tiago Vargas não se intimidou e dobrou a aposta:

“Podemos ampliar para todos os servidores públicos, inclusive aos vereadores”.

Vamos raciocinar, outros servidores como policiais e bombeiros já são submetidos regularmente a esse exame.

Os caminhoneiros e motoristas de ônibus tem que se submeter ao mesmo exame quando vão obter ou renovar suas CNHs.

Como isso poderia ser um obstáculo para o magistério?

Aliás, é de domínio público que as escolas são os maiores vetores e ponto chave para disseminação das drogas, porque é ali que os traficantes buscam novos consumidores e aliciamento para diversas tarefas – não me refiro apenas as escolas brasileiras, isso é um fenômeno mundial.

Fechar as portas das escolas ao tráfico é das tarefas mais difíceis e as principais vítimas são exatamente os professores que acabam sendo agredidos ou intimidados pelos alunos que operam para o tráfico ou que tem boas relações com os traficantes.

Nas escolas periféricas é recorrente a figura da ‘mina do traficante’, a jovem que tem relacionamento, digamos, amoroso com um chefe do tráfico que qualquer discordância com a mesma pode resultar em violência extrema ou até em homicídio.

Como sempre cabe ao conservador, nesse caso o vereador Tiago Vargas, trazer a realidade nua e crua para o debate enquanto os ‘progressistas’ debatem uma realidade alternativa, utópica, só encontrada nos livros de Paulo Freire.

da Redação
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