Lula, Moro e a ironia bíblica: O ladrão escolhido pelo povo fanático e o Judas traidor

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"Agradeço a oportunidade de falar no Parlamento Europeu e poder, diante da imprensa internacional, agradecer forças progressistas europeias tão solidárias ao Brasil desde o golpe contra a presidenta Dilma até minha prisão. Estou livre. E o juiz que me condenou está sob suspeição."

Este post no Twitter foi feito por Lula, no início da tarde desta segunda-feira (15), na Europa, onde tenta mostrar ao mundo uma imagem de líder, ao mesmo tempo em que faz campanha para as eleições presidenciais de 2022

Mas o ex-presidiário, claramente, aproveita para cutucar Sérgio Moro (o mais novo presidenciável e, portanto, possível adversário nas urnas).

O fato traz à lembrança duas histórias bíblicas envolvendo os últimos dias de Jesus, o Messias. A primeira, do célebre ladrão, livre por escolha do povo, enquanto Ele seguia para sua crucificação. O segundo, o Judas, que dias antes havia traído o mestre e protetor, agora rumo à morte.

Curiosamente, nesta semana, uma nova história que interessa aos dois personagens (Lula e Moro) ganhou a atenção (ainda que reduzida), da mídia.

O mesmo Tribunal Regional da 4a Região (TRF4) que condenou Lula há mais de 17 anos de cadeia pelos crimes de corrupção “com o sítio de Atibaia como pano de fundo” (confirmando e ampliando uma pena dada por Moro no âmbito dos processos da Operação Lava Jato), acaba de fazer o mesmo no processo movido contra o ex-diretor de serviços da Petrobras, Renato Duque, ampliando a pena por crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro, de 6 anos e meio (dada em primeira instância), para 12 anos e nove meses reclusão.

Assim como no caso de Lula, o processo de Duque seguirá para as instâncias superiores. Primeiro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, em se mantendo a condenação (o que é provável), segue para o Supremo Tribunal Federal (STF).

O STJ, aliás, havia mantido Lula como ‘criminoso’, e o quadro só veio a mudar justamente no STF, em função da suspeição de Moro, não significando necessariamente que as investigações, delações, provas e os R$ 2,2 bilhões devolvidos aos cofres públicos tenham simplesmente “evaporado”.

O fato é que Lula permaneceu na cadeia por 580 dias, apenas, e hoje circula livremente e torrando a polpuda verba pública a que tem direito, em viagens pelo Nordeste e para o exterior.

Se a imprudência de Moro, aliada ao ativismo político do STF, recolocou o petista na vida e na disputa pública, o mesmo não parece acontecer com um de seus principais colaboradores.

Duque participou dos crimes a ele atribuídos (são vários os processos e condenações em primeira instância), confessou a maioria e atribuiu a Lula a mentoria de vários, como o verdadeiro chefe da quadrilha.

Por enquanto, ainda que condenado, também segue respondendo em liberdade assistida, com monitoramento eletrônico.

O ex-diretor da Petrobras, entretanto, não é candidato e nem político com influência, interesses e “laços emaranhados” com poderosos de todas as instâncias e esferas.

A decisão do STF, ainda assim, poderia beneficiar Renato Duque, para supresa de ninguém, afinal, entre quatro paredes, talvez se torne uma metralhadora pronta a dar tiros para todos os lados, apontando novos cúmplices. Solto, talvez seja mais útil e, providencialmente, silencioso, ainda levando uma vida luxuosa com o que sobrou da farta pilhagem.

Quanto a Sérgio Moro, vale destacar a sua decadência moral. Após ter traído os que nele confiavam, agora tem que passar pela vergonha de ser tripudiado e atacado por aquele que deveria ficar marcado em sua biografia como o maior dos ladrões que um juiz, um dia, conseguiu prender e condenar

Se há um Judas e um ladrão, há também um Pôncio Pilatos (ou seriam 11?) que lavou sua mãos, soltando o ladrão e condenando o Messias (e eles ainda continuam tentando, todos os dias, desde janeiro de 2019).

O ladrão, agora se esconde. O Judas, apesar de não ter se suicidado fisicamente, o fez com sua reputação. O Messias, quem diria, segue nos braços do povo, que agora resolveu abrir os olhos e escolher a verdade.

Sinal de que, nem sempre, a história se repete por completo!

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Uélson Kalinovski

Jornalista desde 1996, com especialização em Ciência Política e mais de uma década de experiência na cobertura dos temas nacionais, em Brasília.
Executivo da produtora UK Studios, em Jundiaí/SP.
ukalinovski@gmail.com / Uelson Kalinovski (Facebook e YouTube) / @uelsonkalinovsk (Twitter)

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