Lula, acuado pelos fatos, em depoimento ao MP, admite ‘conversa’ com Delcídio sobre situação de Cerveró

No primeiro processo em que se tornou formalmente réu, que tramita na 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília-DF, em depoimento prestado ao Ministério Público Federal, ainda na fase de inquérito, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve que admitir que manteve conversas sobre os desdobramentos do esquema de corrupção da Petrobras com o ex-senador Delcídio do Amaral.


Lula, sob evidente pressão das perguntas, advindas da minuciosa delação do ex-senador, também teve que admitir que as conversas versaram sobre a prisão de Cerveró. Porém, segundo ele, porque Delcídio estava ‘preocupado com as pessoas que estavam presas por ser amigo delas’.

A justificativa de Lula é patética. Não convence ninguém, sobretudo quando ele também admite que foram três ou quatro reuniões sobre o assunto.

Ora, convenhamos, quem se reúne ‘três ou quatro vezes’ para discutir sobre a prisão de um corrupto, evidentemente também está extremamente preocupado com o assunto.

Aliás, as ‘três ou quatro’ reuniões admitidas por Lula, corroboram a versão de Delcídio, de que foi o ex-presidente quem tramou e orientou a tentativa de ‘compra’ de Cerveró.

Há quem diga que, diante das evidências já apuradas, esse processo deverá representar brevemente a 1ª condenação do ex-presidente.

Vamos aguardar.

Gonçalo Mendes Neto

redacao@jornaldacidadeonline.com.br

da Redação

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