Erro de advogado de Lula revela farsa do sítio de Atibaia

A discussão em torno da propriedade do sítio em Atibaia e do tríplex do Guarujá, parece muito pequena diante do megalômano escândalo de corrupção que vem sendo desvendado pela Operação Lava Jato, representado pelo ‘Petrolão’. De fato, é.


Então porque Lula e seus advogado se debruçam para com unhas e dentes sustentar a enfadonha tese de que o tal sítio é de um amigo de Lula, que não pertence ao ex-presidente?

Ora, muito simples. O reconhecimento da propriedade do imóvel significa a desmoralização do petista perante a militância do partido, que, pasmem, acredita piamente que o sítio não é de Lula.

Aliás, Lula, juridicamente, é um sem lenço e sem documento, adotou a prática de colocar tudo no nome dos outros, enriquecer ilicitamente todos que o circundam e desfrutar de tudo. Óbvio, que a ardorosa militância não enxerga desta forma.

Pouco importa se Fábio Luis, Luis Claudio, Sandro Luis ou Marcos Cláudio, os filhos de Lula, estão todos milionários.

A militância é absolutamente míope.

Por isto que a discussão em torno da propriedade do sítio ganhou contornos tão relevantes.

E talvez guiado pela crença na impunidade, Roberto Teixeira, advogado, compadre e amigo de Lula, tenha cometido um erro que elucida a farsa.

O sítio Santa Barbara é composto de dois lotes. Um foi comprado no nome de Jonas Suassuna e o outro em nome de Fernando Bittar, os dois laranjas de Lula.

Ao terreno registrado no nome de Suassuna foi atribuído o valor de R$ 1 milhão. O outro, em nome de Bittar, o valor foi de R$ 500 mil.

Juntos, perfazem o valor de R$ 1,5 milhão, o que, segundo os peritos da Lava Jato, está de acordo com o mercado imobiliário da região.

O detalhe que elucida a farsa é que o terreno de Suassuna vale muito menos que o de Bittar.

Na parte atribuída a Bittar estão localizadas a belíssima casa e toda a estrutura que compõe o sítio.

No momento do registro, Roberto Teixeira, o advogado de Lula, inverteu os valores. Ou seja, a parte de Bittar foi registrada pela metade do preço, enquanto que a de Suassuna, pelo dobro.

Ou seja, os valores foram ‘invertidos’.

Atestam os peritos:

‘As estimativas periciais demonstram que parte do sítio em nome de Fernando Bittar foi registrada por um valor cerca de R$ 655.000,00 (seiscentos cinquenta cinco mil reais) abaixo da avaliação de mercado. Por sua vez, parte correspondente em nome de Jonas Leite Suassuna Filho foi registrada por um valor cerca de R$ 655.000,000 (seiscentos cinquenta cinco mil reais) acima da avaliação de mercado.’

Um detalhe simples, mas extremamente elucidativo. Jonas e Bittar foram meros laranjas e não tinham a menor ideia do que estavam comprando.

da Redação

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