A maior e mais valiosa obra de Olavo! Uma herança ao povo...

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Olavo se foi.
Sua obras ficaram.
Olavo era mortal.
Sua obras, eternas.

Gênio, Olavo foi a exceção de um ponto fora da curva.

Filósofo, construiu seu próprio pensamento.

Autodidata, trilhou um caminho único.

Astrólogo, se espiritualizou e desvendou mistérios do universo.

Rebelde, não aceitou padrões sem antes os questionar.

Ex-comunista, tornou-se a expressão máxima do conservadorismo no Brasil.

Católico, fez da fé e da esperança bandeiras, compartilhando seu conhecimento e arrastando multidões no Brasil por uma causa, a liberdade.

Olavo escreveu mais de 40 livros como autor ou co-autor. 

Algumas obras desconhecidas, e outras, Best-sellers.

E qual seria a sua  principal obra, que irá eternizar o pensamento de Olavo de Carvalho para a posteridade? A resposta não é fácil, mas vamos a ela…O Jardim das Aflições é sem dúvida, a sua maior obra, inclusive transformada em filme. 

A obra retrata a importância do Cristianismo na formação da civilização e a sua luta com a ascensão da moral civil do Estado.

A tese de Olavo é a de que a história da parte ocidental do planeta, desde o Império Romano, tem sido a realização de tentativas de edificar um Império que consiga conciliar duas esferas de difícil harmonia: a Espiritual e a Temporal. 

Na primeira, temos as religiões, notadamente o Cristianismo. Na segunda, é o poder político desempenhado pela autoridade vigente. 

Para mostrar a veracidade de sua proposta, o autor descreverá séculos de conflitos entre o catolicismo e as monarquias europeias. 

É um dos pontos fortes do livro, não somente pelo conflito em si, mas a habilidade com que Olavo evidencia o paradoxo de convivência entre esses dois poderes. 

Um exemplo é a obra Leviatã, de Thomas Hobbes, na qual, entre a autoridade religiosa e a temporal, Hobbes afirma que não há como existir dois senhores em um mesmo lugar, e que o rei, o poder temporal, se sobrepõe ao espiritual.

A saída desse imbróglio foi a ascensão do Império leigo, fracassado sob Napoleão Bonaparte, todavia, bem sucedido pelos Estados Unidos. 

Nessa configuração, o catolicismo é tratado sob o mesmo pé de igualdade com as demais religiões, não importando a relevância que o primeiro desempenhou para a formação da atual civilização. 

O Estado absorve o cristianismo ao impor um código moral civil. Cidadãos não precisam seguir religiões em específico, bastando obedecer às leis temporais impostas pelo Estado. 

Há um deslocamento da moral religiosa para a moral civil. 

Olavo nos diz que a exportação de valores dos americanos, como o consumismo, o capitalismo, a democracia, são secundários frente ao que representou para o mundo a ascensão desse Império: mostrou a resolução da difícil equação entre poder espiritual e temporal. 

A moral do Estado abarca vários domínios da vida diária, como o tratamento das crianças, estabelecido por leis e estatutos.

Olavo se posiciona contrário à teoria de que o ambiente é o fator determinante para a conduta individual. É o indivíduo, utilizando sua consciência, influenciada pela moral religiosa, que direciona os seus passos. Por conseguinte, critica-se a responsabilização da sociedade por crimes praticados pelo cidadão, este é o principal responsável, portanto, deve responder por seus próprios atos.

No final das contas, O Jardim das Aflições merece ser lido. Se não pela teoria do Império (interessantíssima por si), que seja pela defesa do Cristianismo em meio ao avanço do papel do Estado em legislar condutas civis. 

O ganho de influência da direita religiosa brasileira na política consegue ser entendido pelas obras de Olavo, bem como suas reivindicações e insatisfações. Portanto, essa obra contribui para o entendimento contemporâneo do Brasil.

Caso tenha interesse no livro, clique no link abaixo:

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Foto de Emílio Kerber Filho

Emílio Kerber Filho

Escritor. Jornalista. Autor do livro "O Mito - Os bastidores do Alvorada" e "O Mito II - O inimigo agora é outro".

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