Justiça do Trabalho vê conexão com Lava Jato e envia ‘caso Venina’ para Moro

Você lembra da Venina Velosa? Ela é a polêmica ex-funcionária de carreira da Petrobras, que ocupava uma gerência executiva e foi a primeira pessoa a denunciar oficialmente a roubalheira na estatal durante o (des)governo do PT, que acabou desembocando no Petrolão. Ela acabou afastada das funções.


O caso envolve o ex-diretor de abastecimento e delator Paulo Roberto Costa e dois ex-presidentes da companhia: José Sergio Gabrielli e Graça Foster. A denúncia de Venina versava sobre fraudes milionárias em licitações ‘fatiadas’ de refinarias e contratos irregulares na área de comunicação.

Em dezembro de 2014, Venina Velosa concedeu uma badalada entrevista exclusiva à jornalista Gloria Maria, exibida pelo Fantástico, da Redo Globo. Recomendo assistir à entrevista para entender melhor os fatos → (veja aqui)

Desde então, a ex-funcionária processou a Petrobras por, supostamente, ter sofrido assédio moral e pressões psicológicas, além do afastamento. Na ação trabalhista, ela pediu indenização de R$ 2 milhões.

No início da noite desta quinta-feira, 15 de setembro de 2016, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT/RJ) negou o pedido da ex-gerente e ainda condenou-a a pagar R$ 40 mil pelas custas processuais.

Entretanto, conforme informação do G1 – O Portal de Notícias da Globo, “a juíza titular Cristina Almeida de Oliveira ordenou que, 'diante dos depoimentos e provas juntadas nesse processo', a ação seja encaminhada ao Juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná, responsável por julgar casos referentes à Operação Lava Jato” (veja aqui). 

Noutras palavras, a Lava Jato finalmente pode alcançar Graça Foster e, consequentemente, a ex-presidente Dilma Rousseff.

Segue o enterro na #BananeiraJeitinho... 

Helder Caldeira

da Redação

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