Doações eleitorais de desempregados e mortos demonstram imundície de políticos e empresários

A proibição nas eleições de 2016 de que empresas privadas não poderiam fazer doações, não inibiu a classe política, nem tampouco boa parte do empresariado.


A Lava Jato desvendou que as tais doações eram na realidade propina.

E a propina, pelo visto, continua chegando nos bolsos dos políticos, desta feita através da figura do ‘laranja’.

A ousadia é grande e o sentimento de impunidade continua a prevalecer.

Um levantamento preliminar feito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelo Tribunal de Contas da União (TCU) registra doações de 21.400 ‘desempregados’ a campanhas políticas nas eleições de 2016, totalizando R$ 52 milhões até o dia 26 de setembro. No mesmo levantamento, foram verificadas doações de 143 pessoas ‘mortas’ (com registro de óbito) no valor de R$ 272 mil.
Fica óbvio que são doações de origem ilícitas, mascaradas.

Flagrante fraude eleitoral.

Uma clara demonstração de que a Lava Jato não pode encerrar suas atividades, em hipótese alguma.

da Redação

da Redação

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