A afirmação de Bolsonaro que chocou o Brasil e trouxe grave revelação à tona (veja o vídeo)

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O corte de 30% do fornecimento de gás natural ao Brasil, pela empresa estatal boliviana YPFB, anunciado no último sábado (21), está causando preocupação ao governo brasileiro.

Para Jair Bolsonaro, a decisão, em descumprimento a um contrato, e justamente em um momento de crise internacional no setor energético, com altas constantes de preços de gás e combustíveis em todo o mundo, pode ter sofrido influência externa, com fins políticos.

“A Bolívia cortou 30% do nosso gás, para entregar para a Argentina. 
Como agiu a Petrobras nessa questão, parece que é tudo orquestrado.
O gás, se tivermos que comprar de outro local, é 5 vezes mais caro. Quem vai pagar a conta? E quem vai ser o responsável? É um negócio que parece orquestrado para favorecer você sabe quem”, disse o presidente, em sua tradicional conversa com apoiadores no cercadinho do Palácio do Alvorada

O governo da Bolívia cortou o equivalente a 7 milhões de metros cúbicos de gás ao dia, sob justificativa de que o produto foi redirecionado para a Argentina, em função do frio que atinge o país.

Mas o acordo entre a YPFB e a Petrobras é de fornecimento de 20 milhões de metros cúbicos/dia. Sem o produto, a empresa brasileira tem comprado volumes adicionais de gás liquefeito, o GNL, que, como ressaltou Bolsonaro é muito mais caro.

A Petrobras busca resolver a questão com o governo boliviano e, se necessário, utilizará medidas judiciais para que o contrato seja cumprido.

O Brasil produz pouco mais de 70% do gás natural demandado internamente, o que nos torna parcialmente dependentes do gás boliviano.

O produto é enviado por um gasoduto de 3150 km que liga os dois países, cuja obra, quase toda bancada pelo governo brasileiro, entre 1997 e 2010, custou US$ 2 bilhões.

Foi o atual presidente da Bolívia, o economista Luis Arce, braço direito e ministro das Finanças e da Economia do governo de Evo Morales na Bolívia, entre 2006 e 2019, o responsável pelas negociações a alterações de acordos de fornecimento com os governos brasileiros, sob o comando de Lula e Dilma, respectivamente, e com os quais ainda mantém estreita relação.

Daí, a análise certeira de Bolsonaro de uma possível ação orquestrada para prejudicar o Brasil e atingir politicamente o seu governo, às vésperas das eleições.

Confira, no vídeo abaixo, o que disse Bolsonaro.

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da Redação
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