Um balde de água fria nas pretensões da esquerda: A confirmação da pauta conservadora de Bolsonaro

06/07/2022 às 08:54 Ler na área do assinante

“As pessoas que falam muito, mentem sempre, porque acabam esgotando seu estoque de verdades”. (Millôr Fernandes).

‘O Globo’ publicou o resultado de uma pesquisa feita pelo Instituto da Democracia (IDDC-INCT) que se chama "A cara da democracia". A mencionada consulta tem a pretensão de mapear a cabeça do eleitor brasileiro.

“A pesquisa entrevistou presencialmente 2.538 eleitores em 201 cidades em todas as regiões do país entre os dias 4 e 16 de junho, e foi financiada pelo CNPq e Fapemig, com margem de erro total de 1,9 ponto percentual, e índice de confiança de 95%”.

Os institutos de pesquisa, segundo a divulgação dos jornais do “consórcio de imprensa”, capitaneados pelo Datafolha, afirmam sempre que os brasileiros elegerão Lula e, portanto, são majoritariamente de “esquerda”. Mas, para o desgosto e decepção desses articulistas, o resultado da pesquisa afirma:

“Na autodeclaração dos entrevistados a partir de grupos em uma escala de 1 a 10, a direita hoje representa praticamente o dobro da esquerda (30% a 16%), e os temas polêmicos refletem essa divisão”.

Isso mesmo: o dobro! O dobro de brasileiros preferem as pautas da direita. É o que você leu e o que disse a pesquisa feita pelos pesquisadores responsáveis pelo levantamento, ligados às universidades UFMG, Unicamp, UnB e Uerj.

E as surpresas não param por aí:

“... Opiniões majoritariamente de direita, conservadoras ou “linha-dura” — cada vez menos envergonhadas — convivem, pontualmente, com visões de mundo mais vinculadas à esquerda, aos direitos humanos ou à diversidade.”

Isto é, a pesquisa constatou que os brasileiros conservadores perderam a vergonha e agora, com Bolsonaro na Presidência, têm orgulho do conservadorismo que sempre expressaram através do voto.

E mais espanto, claro, susto dos “canhotas”:

- “Na redução da maioridade penal (no geral, 70% a favor e 25% contra), tanto homens (74%) quanto mulheres (67%) têm percentuais semelhantes em prol de punições para infratores menores de idade.

- Recorte por renda, com 68% a favor (até dois salários mínimos), 72% (dois a cinco) e 74% (mais de cinco), o que configura um tema de amplo apoio popular.

O mesmo ocorre sobre a legalização do aborto, com recortes de sexo e renda rejeitando a medida sem variações.

É a pauta bolsonarista sendo afirmada e confirmada.

A pesquisa mostra ainda os novos valores e a consciência e a precaução dos brasileiros com alguns temas progressistas:

“Adoção de crianças por casais do mesmo sexo: - Após os anos sob Bolsonaro, 39% contra e 56% a favor.

- A militarização das escolas públicas: amplo apoio no Centro-Oeste (68%) e menos no Sudeste (52%), o que mostra a força da pauta vinculada à direita.

- O casamento civil de pessoas do mesmo sexo demonstra mais simpatia entre entrevistados (49% a favor e 44% contra)."

Reafirma-se em quase todos os temas a pauta vencedora de Bolsonaro.

Se tudo é como afirma a pesquisa, então quem está numa sinuca de bico é Lula e seus acólitos e não Bolsonaro, pois Lula precisa que seus estrategistas descubram uma fórmula mágica que responda à pergunta abaixo:

- “Como vencer Bolsonaro se as pesquisas de opinião dizem que existem apenas uma parte dos eleitores se declaram de esquerda”?

O “consórcio de imprensa” imaginou, durante 3 anos e meio, que batendo em Bolsonaro e divulgando e reproduzindo as pesquisas do Datafolha, todos os dias, pelos jornais, tevês, rádio, blogs, articulistas, analistas, tudo se resolveria, a “verdade” das esquerdas se transformaria em vontade popular.

Não contavam com a resiliência dos conservadores.

Espantados, olham a pesquisa chamada “A cara da democracia” e verificam que sua estratégia suja não deu certo. Verificam que não podem contestar, pois a consulta foi realizada pelos pesquisadores da UFMG, Unicamp, UnB e Uerj, todos vermelhinhos, vermelhinhos.

E elas desmentem, sem piedade, as teses que a esquerda divulga todos os dias. E desmentem ainda com mais vigor o que dizem as pesquisas feitas pela maioria dos Institutos de pesquisa brasileiros, contratados a peso de ouro pelos interessados em enganar o povo brasileiro.

A pesquisa demonstra ainda, claramente, que 59% dos brasileiros disseram preferirem a democracia a qualquer outra forma de governo, enquanto 15% afirmam que, “em algumas circunstâncias, uma ditadura pode ser preferível”.

Um balde de água geladíssima nas pretensões das esquerdas.

- link para pesquisa: http://glo.bo/3usTiI5

Carlos Sampaio

Professor. Pós-graduação em “Língua Portuguesa com Ênfase em Produção Textual”. Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

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