Conexão 5G passa a operar em Brasília: entenda o que muda

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Nesta quarta-feira (6), ocorreu a ativação da quinta geração de internet móvel em Brasília. Com o 5G, vêm algumas mudanças tecnológicas, como a interferência de sinal em antenas parabólicas, por exemplo. Neste texto, te contamos o que vai mudar com a nova conexão e como ela afetará o cidadão brasileiro.

Quinta geração

Brasília é a primeira cidade do país a contar com o 5G em cerca de 80% do seu território. De acordo com o G1, até o último final de semana, “cada uma das três operadoras autorizadas a operar na faixa (Claro, Vivo e Tim) instalou 100 estações espalhadas pelo DF, com maior concentração na região do Plano Piloto”.

Vale ressaltar que a tecnologia requer que o aparelho celular tenha suporte para o 5G. Ou seja, apenas os smartphones mais recentes, como alguns modelos da Motorola, Apple, Xiaomi, e outras empresas, que foram homologados pela Anatel, podem aproveitar a novidade. Atualmente, há 67 aparelhos que funcionam com a rede de quinta geração, e a expectativa é de que o serviço não gere cobranças adicionais para os clientes.

Especialistas afirmam que, com o 5G, a capacidade de transmissão de dados dos dispositivos será ampliada. Já a latência, o tempo que leva para os dados saírem do aparelho e chegarem ao destino, é diminuída. Isso ajuda principalmente em atividades como o streaming de música e vídeos e jogos online, que dependem de boa conectividade para funcionarem bem. Até lá, há opções que demandam pouco da conexão do aparelho, como games offline ou sites de jogatina como os de cassinos online seguros, que contam com diversos jogos em um só local, ainda trazendo a possibilidade do jogador lucrar enquanto se diverte. As plataformas citadas no cassinos.info são as mais seguras do mercado, protegendo os dados do usuário e pagando corretamente, no momento em que se é solicitado.

Parabólicas

Apesar da capital ser a primeira cidade com a conexão de quinta geração, ela possui cerca de 3.341 antenas parabólicas, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Dessa forma, quem usa esse tipo de equipamento precisará trocá-lo para não perder o sinal televisivo, e a previsão é de que a TV aberta pare de funcionar em parabólicas em até 18 meses.

Isso ocorre porque as antenas atualmente operam na banda C, em 3,5 GHz. Segundo o diretor-conselheiro da Anatel, Moisés Queiroz Moreira, essa é a mesma frequência utilizada pela rede de 5ª geração. "Quando [o 5G] for ligado, quem tem antena parabólica sofrerá interferência", explica Moreira. Já a TV aberta migrará para a banda Ku, o que evitará maiores prejuízos ao serviço.

As famílias com inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico) poderão fazer a mudança na antena parabólica de forma gratuita. Já o consumidor que possui TV por assinatura não precisa se preocupar, pois esse tipo de serviço não será afetado.

Próximas capitais

Ao anunciar a ativação da rede em Brasília, a Anatel também disse que ela será implementada em seguida nas seguintes capitais: São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e João Pessoa. Aparentemente, a decisão e escolha das quatro próximas capitais foi feita pela Entidade Administradora de Faixa (EAF). A EAF decidiu em uma reunião extraordinária do grupo criado pela Anatel, o Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência (Gaispi) na faixa de 3.625 a 3.700 MHz .

Na reunião, o Gaispi decidiu autorizar o funcionamento do 5G em Brasília na faixa de 3,5 gigahertz, a principal leiloada em novembro do ano passado. Ele é o responsável por efetivar essa implantação e, além dos técnicos da Anatel, é composto por representantes das operadoras vencedoras do certame e do Ministério das Comunicações.

da Redação
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