A verdadeira face de um medíocre coronel

Nascido em Rio Brilhante (MS), Londres Machado radicou-se em Fátima do Sul, onde na década de 60 trabalhava como contador e prestava serviços contábeis para a região.


Um sujeito de origem extremamente humilde, que teve nessa mesma década de 60 a possibilidade de candidatar-se a vereador em Fátima do Sul. Fez campanha num fusquinha, na época seu único bem. Venceu a eleição. Mérito para o jovem contador.

Simplório, mas extremamente astuto, viu na política a possibilidade de crescer. Um bom bajulador, simpático, espertíssimo, candidatou-se a deputado estadual em 1970.

Venceu sua segunda eleição e assumiu o seu primeiro mandato de deputado, de um total de onze. Um recorde. Ocupou assento na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e, depois da divisão, Mato Grosso do Sul, durante 44 anos, praticamente ininterruptos.

Deixou o mandato parlamentar apenas duas vezes para governar MS interinamente e uma vez para chefiar a Casa Civil no governo de Marcelo Miranda.

Londres, aquele contador humilde, tornou-se um sujeito rancoroso, vingativo e implacável, com aqueles que se apresentam como percalço em seu caminho.

Hoje é um milionário. Em seus 44 anos como deputado amealhou uma imensa fortuna.

Como coronel, medíocre, um mero serviçal de dona Ilda, uma mulher ambiciosa e de índole perversa.

Quando cedeu sua vaga na assembleia para a filha, imaginava abandonar a política e passar o resto de seus dias contando dinheiro.

Dona Ilda inventou então a história da candidatura a prefeitura de Fátima do Sul. E Londres que nunca teve voz firme com a mulher, cedeu à ambição desmedida da esposa.

Aliás, o ex-deputado nem é tão ruim assim, mas é totalmente dominado pela senhora do ‘peito de ouro’.

Diante disso, após ter se aposentado, rico, cheio da grana, Londres corre o sério risco de ter dias intermináveis de tormento.

A algazarra eleitoral da família Machado em Fátima do Sul está na mira do Gaeco e da Justiça.

Para ele, agora, o melhor é torcer para que não resolvam também mexer no seu passado.

Lívia Martins

liviamartins.jornaldacidade@gmail.com

da Redação

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