Desmoralizado pela ação célere de Moro, Teori finalmente resolve trabalhar (sqn)...

Levado à lona pela ação célere do juiz Sérgio Moro, em Curitiba, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), acaba de ‘levantar’ o sigilo de três denúncias da Procuradoria-Geral da República contra o senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello no âmbito da Operação Lava Jato.


A PGR denunciou o senador alagoano por cometer, entre 2010 e 2014, 376 vezes o crime de lavagem de dinheiro, 48 vezes peculato e 30 vezes corrupção passiva. Apenas neste esquema na BR Distribuidora — subsidiária da Petrobras —, o valor roubado teria alcançado R$ 150 milhões. Ainda de acordo com a PGR, deste montante, o senador abocanhou R$ 29 milhões.

Nas denúncias, o procurador-geral Rodrigo Janot afirma que Collor lavou o dinheiro da corrupção comprando, entre outras coisas, carros de luxo, uma mansão de R$ 4 milhões em Campo do Jordão (SP) e um quadro de Di Cavalcanti avaliado em R$ 1,5 milhão.

Graças à excrescente prerrogativa de foro privilegiado, tais inquéritos contra Collor tramitavam em sigilo no STF há mais de um ano. Nesta quinta-feira (20), Teori apenas suspendeu o sigilo para esquivar-se das acusações da sociedade por sua expressiva morosidade. No fundo, nenhum movimento efetivo foi registrado.

Vale destacar: mesmo com farto conjunto probatório e após tantos meses, o STF sequer levou o caso ao plenário para decidir se aceita ou não a denúncia. O senador só se tornará réu se a maioria dos nobres togados acatar a denúncia da PGR.

Noutras palavras, políticos com mandato agradecem a Deus pela existência de lesmas.

Helder Caldeira

da Redação

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