O cerco se fecha... Quem é o próximo alvo da Operação Lava Jato?

Os procuradores e os delegados estão convictos de que ele dava expediente no Palácio do Planalto

O juiz Sergio Moro já deu demonstrações soberbas de que é corajoso, inteligente e conhecedor profundo do direito, principalmente dos meandros do crime de lavagem de dinheiro, haja vista seu livro "Crimes de Lavagem de Dinheiro" (2011) ser uma referência nacional na área.

Algumas pessoas, movidas por paixões ou por algum interesse, até tentam impor críticas a vida pessoal do magistrado, mas estas não avançam, tamanha a fragilidade, tanto é que não se viu até o momento nenhuma critica técnica ou processual mais contundente, com relação a conduta de Moro na condução no processo da Operação Lava Jato. Pelo contrário, até os próprios advogados dos envolvidos no "Petrolão" reconhecem a dificuldade de contrapor os argumentos que lastreiam as decisões do Juiz.

Uma outra qualidade de Moro, daí um dos motivos do êxito que vem alcançando, é a paciência, sempre procurando avançar com cuidado, sem deixar brechas jurídicas, principalmente por estar se confrontando no campo jurídico com os melhores e mais bem pagos advogados do Brasil.  

Pois bem, na sexta-feira ele pegou os donos das construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez, Marcelo Odebrecht, presidente e herdeiro da empresa que leva seu sobrenome, e Otávio Azevedo, o principal executivo da Andrade Gutierrez. A operação chegou aos mais altos suspeitos do braço empresarial do esquema que desviou cerca de 6 bilhões de reais dos cofres da Petrobras. 

Foi a operação "Erga Omnes", a expressão latina que significa "para todos" e nos tratados jurídicos é usada para proclamar um dos pilares do sistema democrático que diz que ninguém está acima da lei.

Marcelo Odebrecht declarou no momento da efetivação de sua prisão:

“É para resolver essa lambança”, determinando que o recado chegasse à cúpula de todos os poderes. “Ou não haverá República na segunda-feira.”

Odebrecht pode fornecer as informações que ainda faltam para que a lei identifique e alcance quem comandava o braço político do esquema criminoso. Quem permitia o funcionamento de uma engrenagem que abastecia PT, PMDB e PP com dinheiro sujo. 

Os advogados do presidente da Construtora Odebrecht, já trabalham para libertar o empresário. Será que terão sucesso? 

Nos meios jurídicos, a opinião é de que agora  a Lava jato está a um passo de Lula. E o ex-presidente já dá demonstrações de que está pressentindo o eminente perigo. Ontem, fez duríssimas críticas a presidente Dilma Rousseff, aos seus Ministros e até ao próprio partido. Ou seja, parece que começou a atirar desesperadamente para todos os lados.

Vamos aguardar.

da Redação

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