Denúncia de prefeito no CNJ envolve Lewandowski em esquema de corrupção (assista ao vídeo)

Uma denúncia extremamente séria, que envolve o nome do ministro Ricardo Lewandowski na prática de corrupção e recebimento de propina acaba de chegar ao Conselho Nacional de Justiça.


Acir Filló, prefeito afastado de Ferraz de Vasconcelos, município de aproximadamente 200 mil habitantes no interior de São Paulo, relata ter sido procurado por advogados que, lhe garantiram que mediante o pagamento de quantias que variavam de R$ 800 mil a R$ 2 milhões, poderiam comprar liminares no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

O prefeito, a princípio, afasta o envolvimento direto do ministro, diz que as negociações se davam com funcionários do gabinete do ex-presidente do Supremo.

No STJ a mesma operação poderia ser efetivada, garantiram os tais advogados ao prefeito cassado. Nesta Corte, a negociação seria supostamente realizada envolvendo o ministro Francisco Falcão, nos mesmos moldes da operação no STF.

O prefeito garante que tem gravações das conversas telefônicas e registros de diálogos no whatsapp, e que fornecerá tudo, tão logo seja chamado pela Polícia Federal.

Não admitindo entrar no tal esquema, Acir Filló teve seus recursos negados, tanto no STJ, quanto no STF.

O nome dos advogados ainda não foi revelado, mas o prefeito pretende fazê-lo para a Polícia Federal.

O lobista do esquema no STF seria o filho do ministro Francisco Falcão – Djaci Alves Falcão Neto.

Acir Filló disse não ter aceito a proposta. No STJ, seu pedido de retorno ao cargo foi rejeitado.

Ele decidiu então recorrer ao Supremo.  A competência para julgar processos como este é sempre da Presidência do Supremo. Lewandowski negou, em junho deste ano.

“Imediatamente após meu recurso chegar ao Supremo Tribunal Federal, eu comecei a receber várias ligações de mais advogados de Goiás e de Brasília que ‘adivinharam’ que eu havia recorrido ao STF.

Os “5 ou 6” advogados teriam pedido a Filló valores que variaram de R$ 1,8 milhão a R$ 2 milhões. Entretanto, como já havia contratado um advogado para recorrer ao STJ, Acir Filló pediu a este mesmo defensor que recorresse ao Supremo. “E para minha surpresa, ele [o defensor] me chamou em Brasília e foi categórico, afirmando e propondo: ‘Lá tem que fazer acerto. São várias pessoas lá dentro. Eu tenho contato com um ex-desembargador que coordena isso e eu mesmo tenho trânsito junto à assessoria do ministro Lewandowski e de outros ministros”, acrescentou.

O ex-prefeito disse não ter aceito a proposta. Mas reclama que, “apesar de o ministro Lewandowski ter retornado ao cargo praticamente todos os prefeitos que foram afastados, alguns inclusive com casos gravíssimos de corrupção e outros crimes, o meu caso, minha liminar foi negada. Pasmem, foi indeferida!”.

da Redação

Fonte: site Jota 

Veja abaixo a entrevista do prefeito concedida ao site Jota:

da Redação

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