Juiz Moro endurece e nega liberdade a João Vaccari

Para o juiz persistem os motivos que ensejaram a decretação da prisão preventiva do petista

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na 1ª instância, negou nesta terça-feira o pedido de liberdade apresentado pelo ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, para que fosse revogada sua prisão preventiva. Ele está preso por suspeita de envolvimento no escândalo do petrolão. 

Moro afirmou que a revisão da prisão deve ocorrer apenas no julgamento da sentença de duas ações penais que envolvem Vaccari Neto. “Na sentença, nas duas ações penais, é que será possível exame aprofundado de fatos e provas e, se for o caso, a revisão da preventiva segundo resultado do julgamento”, ressaltou. O Ministério Público Federal já havia se manifestado contra a libertação de Vaccari.

Em seu despacho, Moro destaca ainda, por exemplo, que o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco, confirmou, em depoimento na CPI da Petrobras, em Brasília, que parte da propina movimentada no propinoduto da estatal foi destinada para o PT e que cabia a Vaccari recolher o dinheiro das vantagens indevidas. Para o juiz, existem diversos depoimentos que incriminam o ex-tesoureiro petista e o colocam como um dos personagens centrais no sistema de arrecadação de propina para partidos políticos.

O juiz afirmou ainda que Vaccari foi delatado por outros colaboradores, como Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras e Augusto Mendonça, do Grupo Setal, que também informou ter feito pagamentos, a pedido de Vaccari Filho, à Gráfica Atitude. A gráfica teria recebido R$ 1,5 milhão de dinheiro de propinas vinculadas a contratos da Petrobras.

da Redação

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