
Nova safra de prefeitos, mesmo antes da posse, já é alvo de mandados de prisão

06/12/2016 às 08:45 Direito e Justiça

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Um prefeito eleito no último pleito tem contra si, nesta terça-feira (6), um mandado de prisão que investiga um esquema fraudulento de funcionários fantasmas na Câmara Municipal de Osasco.
Rogério Lins (PTN) e mais 14 vereadores da cidade, são alvos de mandados de prisão preventiva.
A Polícia Militar também cumpre 15 mandados de busca e apreensão.
Lins, que ainda exerce o mandato de vereador, juntamente com os demais presos, teria montado na Câmara Municipal um esquema de nomeação de funcionários fantasmas, causando um prejuízo para os cofres públicos, em torno de R$ 21 milhões de reais, segundo levantamento realizado pelo Ministério Público.
Ato contínuo, 202 possíveis ‘fantasmas’ foram liminarmente afastados de seus cargos.
Há suspeitas de que os vereadores também captavam parte do salário de seus servidores fantasmas.
Em junho, numa fase anterior da operação, foram cumpridos 38 mandados de busca e apreensão e seis prisões em flagrante foram feitas. Na ocasião, o gabinete do então pré-candidato à prefeitura foi um dos imóveis vasculhados.
Uma zebra na eleição deste ano, Lins ganhou a disputa superando o atual prefeito Jorge Lapas (PDT), com 61% dos votos contra 38%.
Seu envolvimento no caso poderá prejudicar a sua eventual diplomação e consequente posse.
da Redação





