O "surto" de Macron

20/02/2023 às 07:56 Ler na área do assinante

O presidente francês, Emmanuel Macron, pertence a uma nova (e fraca) geração de líderes que se recusa a enfrentar a dura realidade e quer governar através da mídia-engajada.

Não é único caso, no Canadá temos Justin Trudeau, Lula no Brasil e, quem diria, até nos Estados Unidos um fragilíssimo Joe Biden. O fato em comum – além do óbvio viés esquerdista – é o péssimo hábito de evitar encarar os problemas mais sérios da nação, sempre plantando factoides na grande imprensa, velha aliada dos poderosos.

Macron fez declarações duras contra a Russia:

"A Rússia não pode e não deve vencer esta guerra contra a Ucrânia. A guerra não é simplesmente a guerra de europeus e europeus. Afeta todo o planeta, aceitar a banalização do uso ilegal da força é pôr em causa a segurança europeia e a estabilidade mundial. A agressão da Rússia contra a Ucrânia deve fracassar”.

É claro que é muito mais fácil defender uma guerra no Twitter do que nunca trincheira, ainda assim é de se perguntar, porque uma declaração beligerante dessas agora?

Será que Macron foi acometido de um ‘surto de coragem’?

Não. Essas declarações são apenas para ocupar as manchetes esquivando do problema real que desde o inicio do ano as ruas de Paris se tornaram um campo de batalha, primeiro num conflito entre Curdos e muçulmanos. Agora em fevereiro os quebra-quebra e incêndios. É a população francesa resistindo ferozmente contra a reforma da previdência.

Outra humilhação para Macron e seus amiguinhos, quando foi feita por aqui, em novembro de 2019 a população também saiu em massa às ruas – mas para apoiar Bolsonaro e suas reformas. Por isso o chamam de "Mito".

As declarações de Macron foram dadas logo após as falas do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que pediu ao seus aliados para acelerarem o apoio ao seu país.

“Precisamos acelerar. Velocidade para concluir nossos acordos, velocidade de entregas para reforçar nossa luta, velocidade de decisões para limitar o potencial russo. Não há alternativa à velocidade, porque a vida depende dela”, disse em um discurso por vídeo para a Conferência de Segurança de Munique.

E assim seguimos rumo a conflito cada vez mais duradouro na Europa com custo inimaginável em vidas humanas, na cadeia produtiva mundial e com o risco de uma escalada de violência incontrolável – tudo isso para que Macron, Biden e sua patota possam se eximir de suas reais responsabilidades.

Eduardo Negrão

Consultor político e autor de "Terrorismo Global" e "México pecado ao sul do Rio Grande" ambos pela Scortecci Editora.

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