Moro e Cármen Lúcia em voo para os Estados Unidos é imprudente e desnecessário

Depois de extensas férias e com tanto trabalho a fazer no Brasil, a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, e o juiz federal Sérgio Moro vão dar as caras nos Estados Unidos para palestras nos dias 06 e 07 de fevereiro (segunda e terça-feira!) na Columbia University e The New School for Social Research, em Nova York.


Sei que esta matéria pode soar perseguição injusta, mas há três fatores que devem ser levados em consideração:

1) Nos últimos anos de retumbante crise, todas as viagens internacionais de Dilma Rousseff, Michel Temer e suas equipes foram fartamente questionadas quanto à relevância. Por que agir ou pensar diferente quando as personagens são Cármen Lúcia e Sérgio Moro?

2) Não enxergo a Operação Lava Jato num patamar confortável para ser mote de palestra internacional sobre ‘Combate à Corrupção’. A expressiva maioria dos políticos-pilantras de colarinho-branco continuam livres, leves e soltos, muitos deles ocupando cargos de alto escalão na Praça dos Três Poderes e na Esplanada dos Ministérios. Se a impunidade persiste, o que temos a dizer de tão importante para os norte-americanos? Façamos nosso trabalho à íntegra e depois dediquemo-nos às palestras, ok?!

e 3) Será que não aprenderam nada com a trágica morte do ministro Teori Zavascki? Não é hora de autoridades ligadas à Lava Jato estarem pra lá e pra cá, socados em aeronaves. O Brasil é um país sem sorte. Melhor, então, ser prudente e não arriscar!

Compreendo perfeitamente o calor gostoso dos holofotes. No entanto, cumpre destacar: o Brasil precisa imensamente do trabalho de Vossas Excelências. Num piscar de olhos estaremos em 2018 e a Justiça lenta e viajante pode permitir a eleição e/ou reeleição de bandidos impunes.

Vamos trabalhar?

Helder Caldeira

da Redação

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