A incoerência do carnaval num Rio de Janeiro falido pela roubalheira de seus gestores

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É interessante observar o Sambódromo da Marquês de Sapucaí lotado de cabo a rabo num Rio de Janeiro totalmente falido, vendendo o almoço do mês que vem para pagar o jantar de dois meses atrás, enquanto pede que todo o povo brasileiro faça um ‘esforço’ para custear, através do Tesouro Nacional dos otários pagadores de impostos, o descalabro das contas de suas festas e a roubalheira de seus governantes, democrática e sistematicamente eleitos e reeleitos.

Não vão faltar críticos a dizer: “O que você queria? O cancelamento da 'festa do povo'?” Bom, é exatamente isso que as pessoas sensatas e honestas fazem quando a grana está curta ou o caixa está no vermelho: cortam futilidades, suspendem baladas, vão trabalhar e estudar mais para tentar reverter o quadro negativo nas finanças.

Também haverá defensores das teses de que ‘Carnaval é turismo’ e ‘turismo gera riquezas’. Só se for para alguns poucos! Ora, se realmente o turismo fosse esse canapé todo, o Rio de Janeiro não estaria falido, afinal acaba de receber milhões de turistas nas Olimpíadas e é a cidade campeã em turismo no país. Existe receita? Existe sim! Ela é grande? Depende... e depende sobretudo de seus gestores. Os gestores do Rio de Janeiro ou estão na cadeia, ou prestes a ir pra lá.

Enfim, é difícil engolir quando alguém não consegue pagar suas dívidas, continua fazendo festanças e ainda pede para você pagar a conta. Perdoem-me os ‘Zé Pereiras’, mas isso é inaceitável. É falta de vergonha na cara!

#oBRASILprecisadeQUIMIOTERAPIA

Helder Caldeira

da Redação
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