A falência da capacidade de promover Justiça

Ler na área do assinante

O levantamento do sigilo sobre os depoimentos dos então comandantes das FFAA, no final do governo Bolsonaro, torna alguns fatos bem claros, para quem ainda preserva certa capacidade de análise racional, não emocionada ou tendenciosa.

A primeira conclusão que se pode chegar é a falência da capacidade de promover justiça de nossa corte suprema.

A justificativa para o levantamento do sigilo beira o ridículo. Assim é que ouvimos, estarrecidos, que o sigilo seria quebrado pois "muitas informações estavam sendo vazadas".

Em qualquer instituição cuja função fosse promover a justiça, o correto seria investigar quem vazou, responsabilizar, corrigir o desvio e impedir novas violações.

Em nossa corte, não.

São coniventes, no mínimo. Já que, segundo a decisão : "se estão vazando partes, vamos vazar tudo".

Só podemos concluir que existe, de fato, algum interesse em perseguir, disseminar boatos, interpretações e análises tendenciosas, para gerar narrativas e confusões.

Obviamente o interesse não é o de promover a justiça, já que o fomento de "torcidas" não faz parte do que deveria ser um trabalho isento, imparcial e justo.

Também não poderíamos esperar algo diferente de uma investigação que já parte de uma premissa falsa, ou seja, investigar um golpe que nunca ocorreu.

Mas, sigamos, os depoimentos vazados deixam claro que foram discutidas cláusulas constitucionais para instalação de uma GLO.

Repetindo, cláusulas """"CONSTITUCIONAIS"""", como bem ressaltado, são cláusulas que constam em LEIS.

O que seria um GOLPE, senão a "quebra das leis"?

Se a aplicação da lei foi discutida e NÃO FOI QUEBRADA, conclusão obvia:

NÃO HOUVE GOLPE.

Fim do inquérito, arquive-se e vire a página.

Mas não parece ser esse o interesse.

Outro fato que se esclarece é que uma imaginária coesão de nossas FFAA simplesmente não existe.

A interpretação das leis pode ser divergente, como observamos rotineiramente nas decisões colegiadas de nosso supremo. Porém, quando falamos de ordens em instituições militares, não existem colegiados ou divergências, ordem dada pelo comandante supremo é ordem que TEM que ser cumprida, ou é insubordinação passível de punibilidade. Se a ordem for ilegal, prenda-se o comandante.

Segundo os depoimentos, o que ocorreu?

Bolsonaro "consultou" os 3 comandantes, Marinha, Aeronáutica e Exército.

Somente o Almirante concordou com uma possível decretação de GLO, então em estudo.

O brigadeiro e o general não concordaram.

NENHUMA ORDEM FOI EMITIDA PELO COMANDANTE SUPREMO (então Jair Bolsonaro).

FIM.

Ou esse inquérito é arquivado ou os que o estão promovendo não estão buscando Justiça.

Podem ter qualquer outro interesse, menos Justiça.

Pedro Possas. O autor é médico.

Jornal da Cidade Online acaba de lançar o primeiro PODCAST conservador do Brasil! Um conteúdo exclusivo para os assinantes do JCO. Onde os "assuntos proibidos" no Brasil são revelados. Você pode conferir CLICANDO AQUI!

Para assinar, clique no link abaixo:

https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/apresentacao

Quer apoiar o JCO de outra maneira? Adquira agora o livro "Verdades Fabricadas - Do Poder à Perseguição". O próprio Bolsonaro já conhece o livro. Confira:

Basta clicar no link abaixo:

https://www.conteudoconservador.com.br/products/verdades-fabricadas-do-poder-a-perseguicao

Contamos com você!

 

Ler comentários e comentar