Um menor, uma vítima da sociedade (será?) é um dos agressores de Maju

Um adolescente de 15 anos suspeito de ter postado ofensas racistas na internet contra a jornalista da Globo Maria Júlia Coutinho, a Maju, foi identificado pela polícia na terça-feira (7). Ele mora em Carapicuíba, na Grande São Paulo, e foi ouvido na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) e liberado. Após a jornalista ser xingada no Facebook, um inquérito foi aberto para investigar o crime.

O adolescente vai responder por ato infracional e pode ter de cumprir alguma medida socioeducativa na Fundação Casa, antiga Febem. A polícia agora tenta identificar os demais autores dos ataques contra Maju.

Para chegar ao jovem, policiais rastrearam as imagens com as mensagens ofensivas e fizeram buscas nas redes sociais para identificar as páginas dos envolvidos.

Fica claro que todos os agressores virtuais pode ser rastreados e identificados. Esse tipo de agressão racista é  inadmissível em um país como o Brasil. 

De qualquer forma, a identificação do agressor, um garoto de apenas 15 anos é algo inesperado e intrigante. De um lado a ofendida, mulher, negra. De outro lado, o agressor, menor, pela ótica de alguns, uma vítima da sociedade. Porém, no caso, um menor da classe média alta, que mora numa bela casa e os pais tem curso superior. Ou seja, um adolescente "de boa família", racista e preconceituoso. 

A lei deveria ser dura com esse tipo de criminoso, que age de maneira oculta, sorrateiramente, pois é justamente assim que se inicia a formação de grandes canastrões e de grandes bandidos.

A sociedade deve exigir a continuidade e celeridade das investigações. Com a identificação dos demais agressores, será que teremos novas surpresas?

da Redação

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