Crise migratória - Parte 2: A nova Lei de Migração e o que ela muda para o Brasil

A nova Lei de Migração poderá ser aprovada, e o Brasil estará então sujeito a agenda globalista, submetido a ideais de agressão coletivistas. Dentro do seu conjunto de normas, a nova lei retira os poderes de decisão do governo brasileiro no que diz respeito a abertura de suas fronteiras e a entrada de estrangeiros, passando-os para outras entidades. A título de reconhecimento, o Estado possui como uma de suas maiores instâncias a resguarda de suas fronteiras e a defesa dos interesses de sua população, indivíduos soberanos que vivem sob crenças, princípios e um código moral acordados. Contudo, uma vez que seja permitida a qualquer estrangeiro a entrada em território brasileiro, da mesma forma como sejam reconhecidos seus direitos sobre propriedades individuais, baseados nos interesses de organizações globalistas arbitrárias, então já não existirá algo como um Brasil — apenas fronteiras entregues à revelia. Da mesma forma, muitos destes estrangeiros, que assumirão então uma postura de imigrantes econômicos, entrarão no Brasil e receberão regalias e subsídios na condição de assistencialismo, ou seja, dinheiro “gratuito” (entenda-se gratuito como o dinheiro que é pago através de impostos pelo indivíduo que efetivamente trabalha). Ou seja, o dinheiro dos seus impostos, que deveria retornar através de serviços ofertados para você, agora irá para estrangeiros que poderão entrar livremente, e que entrarão, uma vez que se concretize a oferta do welfare. Na prática a nova Lei de Migração é uma lei que dispõe sobre como os indivíduos brasileiros trabalharão mais a fim de sustentarem mais pessoas.

O Islam dominará o mundo. A liberdade que vá para o inferno.
Contudo, o caso brasileiro já é um caso peculiar por si só. Visualiza-se que, de maneira geral, os brasileiros possuem o entendimento de que devido ao fato de sua população ser o resultado de uma série de ondas migratórias, principalmente ao longo dos Séculos XIX e XX, então não há nada de errado em abrir as fronteiras nacionais para que qualquer um seja acolhido e reconhecido como brasileiro. A realidade é que ondas migratórias descontroladas modificam a configuração cultural de países e coercitivamente levam seus indivíduos a assumir outras posturas, alterando as concepções mais intrínsecas a essas identidades individuais, uma vez que alteram sua população. Nosso país desenvolveu ao longo dos anos uma concepção constitutiva de justiça, bem como valores e um código de moralidade, e essas mesmas concepções estão sujeitas a conflitos quando confrontadas com culturas e concepções de mundo diversas.

Sharia para o Reino Unido
Compreenda-se que o imigrante que vem em busca de trabalho, que contribui com a geração de riqueza e que cultiva dos mesmos valores, agindo com respeito às propriedades alheias, este imigrante é bem-vindo e encorajado.

Dessa forma, não é o imigrante per se o problema, mas sim o fato de que muitos destes não obedecem leis, não respeitam a propriedade e a soberania individuais, e buscam impor ideologias coletivistas de maneira coercitiva. Estes são os islamistas, advindos de uma cultura agressiva e antiocidental, os narcotraficantes, que estimulam a desintegração moral, e os parasitas de welfare, que como já mencionado, tendem a consumir recursos financeiros escassos. Assim, muitos extremistas poderão entrar, fomentando o medo e a violência constituintes de suas crenças e impondo suas culturas para, uma vez reconhecidos e plenos de direitos, você ter de respeitá-los mesmo que estes inflijam sua propriedade. Muitos destes imigrantes por sua vez tendem a se organizar em guetos, como os muçulmanos, que vivem sob jurisdições próprias baseadas na lei da sharia, aplicando-a em suas comunidades. Não acredita? Pois na Grã-Bretanha, organizações muçulmanas hoje dispersam a “justiça islâmica” através de aproximadamente 85 tribunais da sharia anexados a mesquitas legalizadas. O desprezo da esquerda quanto a responsabilidade social, a segurança e a soberania do indivíduo guiam todas as decisões de política no que tange o caso sensível da imigração. E é a cada ato terrorista, infelizmente, que o mundo real se impõem e, em seguida, vemos os resultados.

Mate aqueles que insultam o Islam. A Europe pagará. O extermínio está a caminho. Desosse aqueles que tiram sarro do Islam.
 Assim, não só você está sujeito a submissão cultural, ao atentado contra sua vida, sua propriedade e seu trabalho, como também a inversão completa dos valores sob os quais você estrutura seu mundo. A nova Lei de Migração é o Estado invadindo a sua propriedade. Você será obrigado a conviver com pessoas que cultivam concepções de mundo diferentes, terá respeitar as suas “crenças” e oferecer serviços a elas. Hoje, o governo é um regime coletivista e coercitivo. Adendo a isso, a imigração de massas é uma agressão coletivista contra o verdadeiro soberano deste espaço e território: o indivíduo.

Nós somos Mohamed

Guilherme Rasador

Guilherme Rasador é acadêmico de Relações Internacionais.

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