Filhote de Delcídio do Amaral, fora do PT, tenta posar como ‘novo’ em Mato Grosso do Sul

Quem não sabe contemplar a ‘gratidão’ nunca será uma pessoa de bom caráter, decente, com grandeza no coração.

O ex-senador Delcídio do Amaral, que, bom que se diga, não merece piedade, fez inúmeros pupilos, notadamente em seu estado, o Mato Grosso do Sul.

Carismático, hábil e bom articulador, não fosse aquele maldito encontro, encomendado por Lula, com Bernardo Cerveró, Delcídio estaria exercendo um papel fundamental na política nacional.

Guindado ao ostracismo em função do ocorrido, o ex-petista se deu conta de que são raros os amigos e inúmeros os aproveitadores, fiéis apenas na época das ‘vacas gordas’.

Nessa caminhada, antes da catástrofe, o ex-líder de Dilma escolheu um médico cardiologista, até então desconhecido, para ser ‘a menina dos seus olhos’.

Candidato a governador, Delcídio fez desse cardiologista o seu candidato a senador, emprestando-lhe prestígio e popularidade.

Ricardo Ayache, o nome da figura, caracterizado pelo rostinho de bom menino e uma fantasiosa história de sucesso para apresentar para a galera, isto a frente da Cassems, a poderosa e endinheirada Caixa de Assistência dos Funcionários Públicos de Mato Grosso do Sul.

Ayache não se elegeu, mas foi bem votado e sedimentou o caminho para novos horizontes. Graças ao Delcídio.

Porém, com a derrocada de Delcídio, o médico esqueceu-se da velha amizade e foi incapaz de um gesto de solidariedade. Pelo contrário, demonstrou ingratidão, afastou-se, fez de conta que não conhecia e tratou de construir sua carreira solo, utilizando como ponto de partida o patrimônio eleitoral que lhe foi entregue de bandeja.

Deixou o PT e no novo partido tenta aparecer como construtor de uma obra e o grande responsável pelo crescimento da Cassems, que recentemente inaugurou um mega hospital em Campo Grande (MS).

A atitude de associar sua imagem ao crescimento da Cassems, não é honesta, não é correta. A entidade pertence aos funcionários públicos e, queiram ou não, deslanchou nas mãos de Lauro Sérgio Davi, o seu primeiro presidente, de quem Ayache era vice e recebeu a herança, se apoderando dos méritos do antecessor. Inclusive, o prédio do mencionado 'mega hospital', foi adquirido na gestão de Davi, o idealizador da ideia, encampada por Ayache.

Gradativamente, vai se revelando um engodo, um verdadeiro canastrão.

Ultimamente, de olho numa candidatura, pasmem, ao governo do estado, Ayache assumiu a condição de ‘prostituta’, ninguém sabe o que ele pensa, ninguém sabe o que ele quer, ninguém sabe o que ele faz, mas ele dorme com todo mundo.

Sua última sesteada foi com Chico Maia, representante dos pecuaristas e ex-presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul.

Lívia Martins

livia@jornaldacidadeonline.com.br

da Redação

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