A diferença crucial entre o fim do foro proposto pelo ministro Barroso e o que foi aprovado no senado

A proposta do fim do foro privilegiado apresentada pelo ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), é a mais adequada à realidade brasileira, porque cria uma Vara Especializada em Brasília.


Por outro lado, a proposta aprovada nesta quarta-feira (31) pelo Senado Federal, e que agora tramitará em dois turnos na Câmara dos Deputados, é uma temeridade.

Enviar processos de políticos para a primeira instância será sinônimo de aumento da impunidade e não o contrário.

Nem é difícil compreender. Basta dizer que, sem prejuízo pela generalização, nas comarcas do interior do Brasil, a expressiva maioria dos juízes divide mesa de barzinho com prefeitos e vereadores.

Magistrados dos rincões estão nas pescarias ao lado de deputados estaduais e são convidados de honra em jantares e festas de deputados federais e senadores. Um juiz feito Sérgio Moro é uma raridade... coisa de 1 para 1.000.

Então, devagar com o andor, minha gente, porque o pau é oco e o barro é mole!

Helder Caldeira

da Redação

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