Dilma, pedaladas e a lisura (?) do TCU

O Tribunal de Contas da União acena para a rejeição das contas do governo federal em 2014 e cobra diretamente de Dilma Rousseff explicações sobre as “pedaladas fiscais”. 

Entretanto, uma coisa é certa e deve ser observada, o relator do processo no TCU, ministro Augusto Nardes é inimigo da presidente Dilma Rousseff desde os tempos em que ambos moravam no Rio Grande do Sul. 

Além disso, a imagem de moralidade e independência da Corte está seriamente maculada pela delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC, ele afirmou pagar uma mesada de 50 mil reais ao filho do presidente do TCU, Aroldo Cedraz, em troca de informações privilegiadas.

Não é a primeira vez que um ministro do TCU é associado ao cartel das empreiteiras investigado pela Lava Jato. 

O próprio Augusto Nardes, algoz da presidente Dilma, poderia ter sido alvo de investigação específica por conta de uma ampla documentação apreendida com executivos da Camargo Corrêa, foi salvo pelo ministro Luís Barroso, que numa canetada aniquilou a Operação Castelo de Areia, realizada pela Polícia Federal em 2009, que investigou supostos crimes financeiros e lavagem de dinheiro, tendo como centro as operações do Grupo Camargo Corrêa.

Nos papéis, e-mails, anotações e planilhas, o nome do ministro do TCU estava relacionado a propinas em obras públicas.

É justamente Nardes o autor do relatório preliminar sobre as contas do governo em 2014. Entre as “irregularidades” detectadas, figuram os atrasos em repasses do Tesouro Nacional a bancos estatais, em decorrência de despesas com benefícios sociais e previdenciários, como Bolsa Família, Abono Salarial e Seguro Desemprego. No total, o governo teria represado 37,5 bilhões de reais do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do BNDES. As instituições financeiras bancaram os pagamentos com recursos próprios, para receber depois com juros e correção. No entendimento de Nardes, as manobras, usadas para ocultar dívidas do governo, configuram operações de crédito, o que é vetado pela Lei de Responsabilidade Fiscal desde 2001.

O TCU concedeu 30 dias para o governo se explicar, além de ter convocado 17 autoridades para prestar esclarecimentos. O prazo encerra-se em 22 de julho.

O detalhe que se evidencia é que as tais "pedaladas" asumiram uma dimensão bem maior em 2014, ano eleitoral.

Nardes já manifestou por diversas a intenção de fazer um voto pela rejeição das contas de 2014 de Dilma. 

O ministro, que foi deputado eleito pelo PP, sustenta que o julgamento no TCU é técnico, sem viés político:

— Estamos na fase técnica. A presidente deveria se preocupar com a parte política depois, no Congresso.

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da Redação

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