A jogada de Joesley

Joesley Batista é uma águia. Continua enganando o Brasil. Seus movimentos, todos, são para livrar sua empresa e sua fortuna da tempestade judicial.

Não. Joesley não quer salvar Lula, como acreditam alguns.

Não. Ele não é inimigo de Temer.

O que ele precisa fazer, e está fazendo muito bem, é enfatizar que os empréstimos que adquiriu junto ao BNDES foram limpos.

Lembre-se: quando Lula assumiu, a JBS valia menos de R$ 4 bilhões; dez anos depois, valia R$ 170 bilhões. Durante esse período, a JBS foi cevada pelo dinheiro do BNDES, aproveitou para comprar 65 frigoríficos nos Estados Unidos e praticamente se mudar para cá. Ou seja: os americanos têm empregos e arrecadação de impostos financiados pelo cidadão brasileiro.

Como Joesley conseguiria fazer o Ministério Público e o Brasil esquecer desse fato? Aí é que entrou a esperteza do homem: ele armou ciladas para Temer e Aécio Neves, que caíram como patos.

Por que ele escolheu Temer e Aécio? Não é por ter algo contra eles. É porque eles, agora, estão no poder. Fosse Lula que estivesse no poder, Lula seria a vítima de Joesley. Não se engane, esse tipo de homem não alimenta lealdades.

Derrubar um presidente é muito mais urgente do que discutir empréstimos suspeitos. Ao montar a armadilha para Temer, Joesley safou-se da armadilha em que estava metido. Não foi por acaso que conquistou a Ticiana.


David Coimbra

Fonte: David Coimbra

da Redação

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