Crise migratória - Parte 4: O fim do homem ocidental

O projeto pós-moderno está morto, ele não funciona. Sinto muito se sua amiga militante lhe disse que feminismo é sobre igualdade; não, ele não é. É preciso que o homem recupere a consciência de guardião de sua cultura. Os valores pós-modernos são frágeis, são meras construções e estão condicionados por seu aspecto marxista. Durante séculos o homem defendeu sua casa e sua família. O homem ergueu o mundo ocidental. Como muito bem apontou Camille Paglia, se amanhã o mundo entrar em colapso, a mulher voltará para dentro de casa, para cuidar dos filhos, para o microcosmo que é a família, e o homem estará lá fora combatendo animais e defendendo seu território, conferindo segurança.

Hoje, homens agressivos de outras culturas, com outras concepções de mundo, estão nas ruas estuprando nossas mulheres, e onde está o homem ocidental? Quando enfatizamos a necessidade de um homem à frente de sua sociedade, que reconheça o estandarte junto do qual deva se erguer, buscamos elucidar que o homem deve compreender que a constituição humana condiciona o individuo a um papel social, e que frente ao choque cultural que compõem o conflito Ocidente e Oriente, é necessário que a relativização seja reconhecida como uma construção artificial, e que a natureza humana ainda não permite que papéis de gênero sejam deixados de lado. Imigrantes marroquinos estupraram mulheres holandesas em uma espécie de arrastão sexual. O que os homens holandeses fizeram? Saíram na rua de minissaias para protestar. Em que mundo um comportamento quase primitivo como o estupro pode ser combatido com uma representação simbólica de igualdade e justiça?

Segundo a jornalista dinamarquesa Iben Thranholm, “se você olhar para nossos políticos, eles são suaves, eles são como mães; eles são acolhedores, são inclusivos. Eles não conseguem lidar com estupros, não conseguem lidar com o terrorismo. Os políticos são fracos, porque nossa cultura foi feminilizada. O feminismo militante está atuando há décadas, e agora vemos as consequências; os homens são educados para serem como mulheres e pensarem como mulheres. O homem está sendo educado para ter uma mentalidade dócil.” A verdade é que a inclusão não vai conseguir lidar com todas as ameaças que enfrentamos. Contra a agressão masculina oriental é necessária uma frente masculina ocidental forte. Os orientais têm uma cultura diferente, outras religiões, e eles só respeitam homens fortes, eles não respeitam mulheres. Enquanto ocidentais, acreditamos que a mulher é igual ao homem, e que deve ser respeitada. Tal princípio é constitutivo de nossa compreensão de mundo, mas a realidade demonstra que em diferentes partes do mundo, a mulher ainda é vista com um objeto submisso.

Enquanto nossos políticos tentarem ser inclusivos e acolhedores, nossos inimigos, todos aqueles que desejam destruir o Ocidente, enxergarão isso como fraqueza. A verdade é que amor e compaixão não protegem ninguém. Contra um fuzil e um homem-bomba, respeito e inclusão não são nenhuma defesa. Enquanto o número de mesquitas no Ocidente cresce, igrejas no Oriente Médio são destruídas e o cristão vítima de extermínio. Foi a tradição cristã que ergueu o mundo ocidental tal como o conhecemos; agora, devemos defendê-la de seus inimigos, e não serão as feministas a fazê-lo. Se você é uma mulher ocidental, você deve reconhecer tal privilégio.

Não é preciso dizer que o essencial é o equilíbrio; o equilíbrio entre as virtudes masculinas e as virtudes femininas. Se hoje a mulher pode sair de casa e ocupar um papel de maior representação social, se hoje a mulher pode ter um emprego e uma carreira, é porque séculos de tradição construíram o ambiente ideal para que tal ideia florescesse. Contudo, condenar o homem por ser homem, reprimir a instituição familiar, e negar à mulher seu papel, é ruir com a estrutura de nosso mundo, e nos condenar a submissão cultural.

Guilherme Rasador

Guilherme Rasador é acadêmico de Relações Internacionais.

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