Matheus Dal'Pizzol

Palpites sobre o oblívio das virtudes

Carta Capital: a casa-grande dos editoriais vermelhos

Nessa semana, a capa da edição 961 da revista CartaCapital vem repercutindo pelas redes sociais. Em uma tentativa torpe e de muito baixo nível, os editores tentam incutir a ideia de que, com a derrocada da cleptocracia petista, instaura-se agora, no Brasil, um regime escravagista em que brancos ricos vivem às custas do trabalho dos negros pobres e explorados.

O discurso de militante de DCE não é novo. A grande diferença é que agora parece surtir efeito apenas sobre os adolescentes que sofreram lavagem cerebral sob a tutela dos “educadores” freireanos e os intencionalmente canalhas.

Com a troca de salafrários no mais alto cargo da República das Bananas e os cortes orçamentários realizados pelo cúmplice de Dilma Rousseff, a Editora Confiança vem abertamente propagandeando suas dificuldades financeiras. Em vídeo, a senadora Gleisi Hoffmann participou do papelão mendigando assinaturas para a publicação de Mino Carta.

É fácil entender os ataques. O difícil é entender toda a superioridade moral autoproclamada nas entrelinhas da capa da revista.

Se nos atermos a falar sobre como os empresários brancos e ricos da Bodega Brasilis amontoam-se junto ao Estado para usurpar os mais desfavorecidos, enchendo os bolsos com o dinheiro dos impostos daqueles que mais precisam, o senhor Mino Carta e seus “companheiros” (nenhum negro, é claro) deveriam ser alguns dos primeiros a serem execrados pelos monopolistas das virtudes.

A verdade é que a editora não enfrentava dificuldades financeiras por questões muito simples: nadava e banhava-se em dinheiro público, arrecadado via impostos dos pobres, brancos, negros, amarelos, vermelhos. Arrecadados dos pequenos empresários - rotulados como “gananciosos” por sua pútrida publicação -, que com margens de lucros entre 3% e 7% tem de pagar mais de 40% de seus faturamentos ao governo. O mesmo governo que então jorrava toda a dinheirama para os bolsos desses cidadãos abnegados e imensamente preocupados com a “desigualdade” e a “justiça social”.

Fonte: portaldatransparencia.gov.br
Fonte: portaldatransparencia.gov.br


Abaixo você pode conferir as verbas - retiradas do Portal da Transparência -, que a turma da Editora Confiança nunca considerou serem abusivas ou desnecessárias. As verbas que nunca acharam justo que fossem distribuídas em nome da justiça social.
É claro que mais de 24 milhões de Reais não saem de graça. Enquanto alguns “professores universitários“ propagandeiam o caráter “imparcial” e “análitico” da panfletagem em suas aulas, conhecemos seu viés de longa data. Tivemos comprovação de que tal viés era nem mesmo político, mas partidário, quando em gravação divulgada pelo juíz Sérgio Moro, Lula afirma ter encomendado artigo para Mino Carta. É claro que isso só foi surpresa para quem não queria enxergar.

Agora, preciso confessar que, com uma mesada de mais de R$ 500.000,00 por mês em determinados anos, até um “lunático conservador conspiracionista” como esse que vos escreve é capaz de sair por aí papagaiando sobre como “Moro não tem provas contra Lula”, sobre como “Lula é o guerreiro do povo brasileiro” ou sobre como “o PT elevou os pobres à classe média”. Não é o caso da Carta Capital, que foi esquerdista e mentirosa desde sempre, mas que uma mesada dessas dobraria muitos editoriais Brasil afora, isso dobraria.
Também não quero aqui ignorar a questão dos muitos outros veículos de comunicação que sustentam-se da mesma simbiose nefasta praticada pela publicação “popular” em questão. Mas estes ao menos não vendem-se como baluartes da moralidade. Aliás, muitos fazem questão de ser o oposto disso. Como disse 
François de La Rochefoucauld: A hipocrisia é uma homenagem que o vício presta à virtude.

Matheus Dal'Pizzol

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