Bendine, o maior financista da propina do PT, tem preventiva decretada por Moro

Aldemir Bendine, funcionário de carreira do Banco do Brasil, que por sua extrema competência no manuseio das finanças da propina chegou à presidência da instituição financeira e depois à presidência da Petrobras, foi pego pela Operação Lava Jato e trancafiado preventivamente no xilindró curitibano pelo juiz Sérgio Moro.


É mais um do estrelato da corrupção petista que acaba de se dar mal em função de provas contundentes coletadas pela Polícia Federal.

O funcionário do BB assumiu a presidência do banco em 2009 e selou sua ligação com o Partido do Trabalhadores.

No comando do BB, funcionou como arrecadador de recursos para a campanha de Dilma Rousseff, em 2010.

Assumiu depois a presidência da Petrobras e mesmo com a Operação Lava Jato em andamento, deu continuidade nas ilicitudes e roubalheira desenfreada dentro da empresa.

Na decisão exarada nesta segunda-feira (31), o juiz Sérgio Moro destacou que a PF apreendeu na residência de Bendine uma a anotação que dizia o seguinte: ‘encontro c/ motorista p/ dissuadi-lo a não depor no MPF’, corroborando que o investigado ameaçou o ex-motorista que denunciou o transporte de malas com dinheiro em espécie.

‘Embora seja conduta relativa a investigação pretérita, também autoriza conclusão, pelo modus operandi, de que a presente investigação e instrução está em risco, já que testemunhas poderão aqui ser igualmente intimidadas de forma indevida a não falar a verdade em Juízo’, pontuou Moro.

O juiz afirmou ainda que a viagem de Bendine ao exterior teria o ‘provável propósito’ de viabilização de encontro ‘às escondidas’ com o publicitário André Gustavo.

‘A aquisição de passagem de volta, por outro lado, não afasta de todo o risco de fuga, já que não significa que ela seria de fato utilizada, e, por outro lado, Aldemir Bendine tem dupla cidadania, no caso brasileira e italiana, com o que, caso se refugie no exterior, haverá dificuldade para eventual extradição (evento 1, anexo66) pela usual restrição de extradição de nacionais.

Presentes, portanto, múltiplos riscos, à ordem pública, à instrução e à aplicação da lei penal, a justificar a preventiva’.

Perdeu, Bendine!

É mais um espetacular êxito da maior operação contra a corrupção da história da humanidade.

da Redação

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