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Reforma política e novo imposto: parasitas aceleram plano para pagar campanhas políticas com dinheiro do trabalhador

Os maiores veículos de mídia brasileiros têm feito um péssimo trabalho em relação ao PL 6368/2016. Ainda não houve quem tratasse do assunto de forma clara, com as informações geralmente ficando pela metade, sem jogar às claras as consequências do projeto para as pessoas comuns. Mas estamos aqui para tentar mudar um pouco o cenário.

O projeto em questão institui o Fundo Especial de Financiamento da Democracia (FFD), que pretende suplantar o atual fundo partidário.

Apenas os números deveriam ser suficientes para fazer qualquer um rechaçar a ideia logo de cara. Se você acha absurdos os R$800 milhões atualmente destinados por ano à manutenção dos partidos que fazem malabarismos impressionantes no circo da política brasileira, o que dirá dos mais de R$3 bilhões que a proposta pretende destinar ao FFD?

Isso mesmo, o FFD pretende destinar, pelo menos, 2,2 bilhões de reais a mais do que atualmente é destinado de dinheiro público aos parasitas da política nacional. E de onde sairá esse dinheiro? Essa informação não têm sido divulgada, com os órgãos de mídia invariavelmente limitando-se a afirmar que o dinheiro será proveniente do orçamento da União.

O fato é que segundo o PL, essa verba virá do Imposto de Renda da Pessoa Física. Sendo assim, existem duas possibilidades: ou gastos serão cortados em outras áreas (saúde, educação, segurança pública) para que esse valor possa ser repassados aos partidos, ou a sociedade mais uma vez terá de pagar a conta dos governos perdulários para colocar milhões nos bolsos daqueles que aparentemente são unicamente capazes de produzir leis estúpidas e corrupção.

Qual das duas opções será a vencedora no bolão da Bodega Brasilis? Se você acha que algum dos parasitas se disporá de boa vontade a pagar o preço político que advém ao corte de gastos de áreas já carentes de recursos, obviamente está enganado: o governo informou, nesta terça-feira, que estuda uma nova alíquota de imposto de renda e uma nova taxa sobre a distribuição de lucros e dividendos para empresas.

E assim caminha o Brasil: cada vez mais para os parasitas produtores de corrupção e superfaturamentos, e cada vez menos para os membros realmente produtivos da sociedade. Pergunte-se agora qual classe é vista como boazinha e abnegada em contrapartida à classe exploradora e gananciosa...

Matheus Dal'Pizzol

Palpites sobre o oblívio das virtudes

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