6 fatos sobre a escravidão americana que a esquerda não vai te contar


A tragédia em Charlottesville tem ecoado pelas redes sociais, inflamando os ânimos de ambos os lados do espectro político. Dos mais moderados aos mais extremistas, todos passaram a se informar sobre a história do general Lee, na tentativa de entender as razões do tumulto e julgar o alvoroço justo ou não. O lado bom é que isso levou à uma maior busca sobre a história americana, sobre a escravidão e sobre a Guerra Civil que destruiu o país.

Apesar de diversos grupos unindo-se ao exército Confederado em função de outras reivindicações e de alguns dados justificarem ao menos uma pequena dúvida sobre se escravidão não fora, na verdade, um bode expiatório para a guerra, é consenso entre os historiadores que a Guerra Civil teve como causa principal a questão da escravidão.

Entretanto, atualmente, com os movimentos de ação afirmativa como o Black Lives Matter e os supremacistas brancos da KKK ganhando força, pouca luz é jogada sobre o tema. A dualidade negros versus brancos é incentivada pela mídia e pelos intelectuais, demonizando os brancos de hoje e negligenciando qualquer papel dos negros senhores de escravos de antigamente. Tudo isso, na tentativa de delegar ao estado maiores controles sobre todas as esferas possíveis em nome da “compensação histórica”.

Não quero, de forma alguma, soar como se estivesse diminuindo o sofrimento dos escravos, tentando justificar qualquer barbaridade ou coisa de tal espécie. Mas para jogar luz sobre a justeza de uma compensação histórica nos Estados Unidos, deixo aqui alguns fatos que os defensores dessas políticas jamais trarão à luz.

Um dos primeiros donos de escravos com propriedade sancionada por uma corte nos EUA foi um negro


Anthony Johnson era um negro que possuía uma fazenda de 250 acres na Virginia, aonde plantava tabaco, em 1650, com cinco “contratados”. John Casor, um dos negros contratados chegou a alegar que seu contrato havia expirado há anos e que Johnson o mantinha como escravo ilegalmente. Porém, uma corte civil descobriu que Johnson possuía a servidão de Casor para toda a vida. O historiador R Halliburton Jr. afirma que essa foi “uma das primeiras sanções legais conhecidas da escravidão - além de uma punição por crime”.

Menos de 1,4% da população branca tinha escravos


No auge da economia escravagista americana, apenas 6% da população dos estados do sul possuía escravos. Se somados aos donos de escravos do norte, e considerando que todos os donos de escravos fossem brancos, a porcentagem geral da população americana que detinha escravos representaria apenas 1,4% da população branca livre.

Negros livres escravizavam relativamente mais que os brancos


Segundo o pesquisador da história afro-americana, John Hope Franklin, durante 1860, em algumas localidades, como em Nova Orleans, o percentual da população negra livre que detinha escravos chegou a 28%, muito maior que os 6% da população branca do sul ou os 1,4% da população branca geral. Dos 10,689 negros livres que viviam na cidade, mais de 3 mil possuíam escravos.

Alguns contra-argumentam que isso acontecia porque os negros libertos acabavam comprando parentes que ainda eram escravos, e que não tinham como pagar a documentação para torná-los livres. Porém, os registros mostram que esses casos são exceções, com boa parte dos negros livres, donos de escravos, fazendo parte dos “magnatas”, possuindo mais de 10 escravos. Casos como o de Justus Angel, Mistress L. Horry, que possuíam 84 escravos cada um, e Willian Ellison, com 63, não eram raros.

Em 1830, 3.775 negros livres possuíam 12.760 escravos negros


De acordo com o historiador R. Halliburton Jr:

“Haviam aproximadamente 319.599 negros livres no Estados Unidos em 1830. Aproximadamente 13,7% do total da população negra. Um número significante desses negros livres eram donos de escravos. O censo de 1830 lista 3.775 negros livres como possuidores de um total de 12.760 escravos.”

Em 1860, em Louisiana, pelo menos 6 negros livres eram magnatas escravagistas


C. Richards e seu filho P.C. Richards possuíam uma plantação de cana de açúcar com 152 escravos. Antoine Dubuclet possuía mais de 100 e suas posses foram avaliadas em $264.000,00 dólares na época, sendo que a média de posses dos sulistas brancos era de $3.978,00.

Nessa mesma época, 171 negros livres possuíam escravos na Carolina do Sul, o maior proprietário sendo Willian Ellison, com 63 escravos.

E para aqueles que ainda duvidam que a Guerra Civil teve como causa principal a escravidão, recomendo fortemente o vídeo abaixo, deixando a questão extremamente clara.

Matheus Dal'Pizzol

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