Cármen Lúcia e a falta de coragem para enquadrar Gilmar e atender o clamor de ‘Sua Excelência, o Povo’

Quando a ministra Cármen Lúcia tomou posse como presidente do Supremo Tribunal Federal, deu um alento de esperança ao povo brasileiro.


O seu discurso de posse foi apoteótico, notadamente pela fantástica ‘quebra de protocolo’ levada a efeito pela empossada.

A ministra iniciou sua participação na cerimônia com um pedido de licença para quebrar protocolo. Ao cumprimentar primeiro não a maior autoridade presente, o presidente Michel Temer, mas ‘Sua Excelência, o povo’. Depois foi a vez das pessoas que recorrem ao Judiciário, e só depois as autoridades presentes.

Naquele dia memorável, Cármen Lúcia reconheceu que o Judiciário brasileiro não atendia as expectativas da população e, mais do que uma reforma, precisava passar por transformação.

Hoje, ‘Sua Excelência, o Povo’, questiona, cadê a prometida transformação?

Os casos envolvendo o ministro Gilmar Mendes constituem-se num flagrante exemplo.

Infelizmente, estamos assistindo que os pedidos contra o ministro estão adormecidos e engavetados no gabinete da presidente do STF.


São três pedidos de suspeição apresentados pelo MPF que permanecem sem qualquer andamento.

Enquanto isso, em todo o Brasil, ‘Sua Excelência, o Povo’ clama por uma punição exemplar contra o ‘ser supremo’.

Parece que passou da hora de Cármen Lúcia tomar uma atitude, honrar a sua saudação de posse e o cargo que ostenta, sob pena de ter o seu mandato marcado por uma sequência interminável e lamentável de ilegalidades.

Otto Dantas

Articulista e Repórter
otto@jornaldacidadeonline.com.br

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